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Menina de 2 anos entregue à morte pelos pais que a castigaram em banho de água a ferver

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Uma menina de apenas dois anos morreu vítima de graves queimaduras ao ter sido colocada em água a ferver como punição por ter sujado a fralda. O crime aconteceu a 20 de maio de 2017, na Austrália, e os pais foram agora condenados.

Maddilyn-Rose Stokes foi deixada pelos pais, Shane David Stokes e Nicole Betty Moore, em agonia num banho de água a ferver. A menina ficou com praticamente todo o corpo queimado e permaneceu durante cinco dias com as queimaduras sem que os pais a levassem ao hospital.

Shane David Stokes, de 33 anos, e Nicole Betty Moore, de 26 anos, temiam uma intervenção do Departamento de Segurança Infantil, visto que a jovem já tinha sido tratada por desnutrição grave quando era bebé.

Os médicos concluíram que uma intervenção imediata poderia ter levado a criança a recuperar a 100%. Os pais acabaram por se confessar culpados da tortura e homicídio da menina de dois anos.

O pai admitiu ter causado os ferimentos graves na criança e de não prestar qualquer auxílio, levando a que a menina acabasse com queimaduras de terceiro grau. 

Maddilyn viria a morrer num hospital australiano a 25 de maio depois de ser encontrada inconsciente na casa da família em Northgate, no norte de Brisbane.

O juiz revelou que o cenário encontrado em casa do casal denunciava o crime. As autoridades encontraram curativos encharcados de sangue, papel higiénico e colchões espalhados por toda a casa. “Ela estaria a sofrer, incapaz de andar”, disse em tribunal. “Estaria desidratada e fraca antes de delirar e cair inconsciente vítima de uma paragem cardíaca”, concluiu.

Uma análise posterior ao sangue da menina apresentou vestígios de antidepressivos que terão sido dados pelo pai para “acalmar ou tranquilizar” a menina antes desta morrer.

O pai acabou por ser condenado a 11 anos de prisão e a mão a nove anos e seis meses. O juiz não aceitou qualquer apreciação sobre uma possível liberdade condicional antecipada.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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