Menor que viajava sozinho deixado em terra pela EasyJet

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Rapaz de 15 anos foi obrigado a sair porque outro passageiro reclamou o lugar onde estava sentado. Foi deixado sozinho no terminal de partidas, sem que a família fosse avisada.

A EasyJet abriu uma investigação depois de um menor de 15 anos, que viajava sozinho de Londres para Toulouse, ter sido obrigado a sair do avião porque tinham sido feitas reservas em excesso para o voo.

O adolescente foi então deixado sozinho no terminal de partidas do aeroporto de Gatwick.

O episódio aconteceu ontem de manhã, quinta-feira: Casper Read, de Worthing, ia voar sozinho pela segunda vez, para ir ter com os avós a França. A mãe, Stephanie Portal, ajudou-o a fazer o check-in e despediu-se do filho quando este passou pelas portas de embarque no aeroporto.

Entretanto, os avós começaram a viagem de duas horas que os havia de levar a Toulouse, onde iam buscar o neto.

Casper recebeu o cartão de embarque para o lugar 9A mas, depois de já estar a bordo, outro passageiro reclamou aquele assento e o menor foi convidado a sair. Enviou SMS à mãe, que regressou ao aeroporto e teve de pedir ajuda aos funcionários para localizar o filho junto à porta de embarque.

“É de loucos. Deixaram-no sozinho nas partidas”, disse Stephanie Portal ao The Guardian. “Por sorte, ainda não tinha apanhado o comboio de regresso a Londres e consegui voltar para o encontrar”.

A mãe do menor insistiu com a companhia para que deixassem o filho embarcar para Toulouse ainda na quinta-feira e o adolescente acabou por apanhar o último voo do dia, já perto das 19:00. Os avós esperaram-no até perto da meia-noite.

Uma porta-voz da EasyJet disse ao jornal britânico que a companhia tem procedimentos para proteger menores não acompanhados, mas que não foram seguidos neste caso e, por isso, foi aberta uma investigação.

A companhia pediu ainda desculpas à família “por qualquer inconveniência” e a diretora executiva da Easyjet admitiu que aquele comportamento não pode ser admissível. “Não é a nossa forma de trabalhar”, disse Carolyn McCall.

Este artigo foi publicado originalmente no Diário de Notícias

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