Milhares de toalhitas descartáveis cobrem costa de Ibiza

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O pesadelo das toalhitas húmidas descartáveis, idênticas às utilizadas na higiene dos bebés, chegou à costa de Ibiza.

A incorreta utilização do produto, nomeadamente no que toca ao despejo, tem causado um fenómeno global que preocupa os responsáveis pela manutenção de esgotos das grandes cidades.

A enorme quantidade de toalhitas despejadas nas sanitas das casas na zona de Cala de Bou (município espanhol de Sant Josep) causou, nos últimos dias, congestionamentos na estação elevatória de água de Caló de s’Oli, obstruindo os drenos e levando a que milhares de toalhitas acabassem no mar e nas rochas.

O fenómeno fez com que, esta quarta-feira de manhã, uma zona de comprimento entre 200 a 300 metros fosse encontrada coberta por um manto branco, de difícil degradação.

Segundo o jornal espanhol “El Mundo”, o governo das Ilhas Baleares (Maiorca, Menorca, Ibiza e Formenteira) manifestou incapacidade para resolver o problema, advertindo a população que a única solução é não atirar toalhitas para as sanitas.

Ángel Luis Guerrero, vereador das Obras e da Água, explicou ao “Diário de Ibiza” que, apesar de um desastre ambiental como este não acontecer todas as semanas, a frequência vai aumentando.

O governante disse esperar que as tarefas de limpeza da zona estejam concluídas ao fim de poucos dias.

A estação elevatória de Caló de s’Oli envia as águas residuais para a estação de tratamento de águas residuais de Sant Antoni. Quando uma das duas bombas de água falha, o dreno fica congestionado e os resíduos acabam no mar, o que se torna problemático tendo em conta que os toalhetes não são biodegradáveis.

As toalhitas húmidas descartáveis converteram-se numa adversidade para as redes de saneamento da ilha.

Há cinco anos, a empresa que administra a estação de Caló de s’Oli, a Aqualia, denunciou a situação e apelou aos cidadãos para não colocarem nas sanitas quaisquer produtos cujos materiais provoquem entupimentos na rede de esgotos.

O imbróglio está longe de se limitar à ilha de Ibiza, estendendo-se um pouco por todo o mundo. Em setembro, foi descoberta, em Londres, uma bola de lixo acumulada nas condutas da cidade, com cerca de 250 metros de comprimento e 130 toneladas (as dimensões de uma baleia-azul).

Em Portugal, o fenómeno ainda não atingiu esta dimensão, mas já é responsável pela maioria dos entupimentos em prédios urbanos, noticiou o JN em outubro último.

Segundo explicou, na altura, Nélson Florêncio, responsável pela empresa SOS Multiassistência, especializada em desentupimentos na zona da Grande Lisboa, cerca de 90% dos casos detetados são provocados por toalhitas lançadas pelas sanitas.

Este artigo foi publicado originalmente no Jornal de Notícias

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