Ministra da Administração Interna demite-se

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A ministra da Administração Interna apresentou a sua demissão ao primeiro-ministro. O pedido foi feito “em termos que não posso recusar”, revela António Costa num comunicado à comunicação social.

Constança Urbano de Sousa apresentou a sua demissão ao primeiro-ministro, que já aceitou e agradeceu a dedicação e empenho com que a ministra serviu o país.

“A ministra da Administração Interna apresentou-me formalmente o seu pedido de demissão em termos que não posso recusar”, revelou o primeiro-ministro numa nota à comunicação social enviada esta quarta-feira, 18 de Outubro, de manhã.

“Quero publicamente agradecer à professora doutora Constança Urbano de Sousa a dedicação e empenho com que serviu o país no desempenho das suas funções”, adianta a mesma nota.

António Costa aceita assim o pedido de demissão da ministra da Administração Interna que estava sob os holofotes desde Junho, quando os incêndios que deflagraram em Pedrógão Grande provocaram a morte a 64 pessoas.

O pedido de demissão de Constança Urbano de Sousa foi apresentado ainda na terça-feira, 17 de Outubro, pode ver-se na carta que a ministra enviou ao primeiro-ministro, onde diz que não apresentou a sua demissão mais cedo por uma questão de lealdade. Mas admite que pediu a sua demissão “insistentemente” logo a seguir à tragédia de Pedrógão Grande.

Esta manhã a RTP tinha noticiado que o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, tinha apresentado o seu pedido de demissão. A estação de televisão adiantava que o pedido teria sido feito às 2:00.

A estação de televisão pública não revelava onde obteve a informação, mas adiantava que ainda hoje poderia haver mais demissões no Ministério da Administração Interna.

Entretanto o Governo desmentiu a demissão do responsável, para cerca de uma hora mais tarde anunciar a demissão da ministra.

A saída de Constança Urbano de Sousa surge no âmbito dos incêndios que decorreram esta semana, que causaram pelo menos 41 mortos. Um número que se junta às 64 vítimas mortais dos incêndios de Pedrógão Grande, em Junho.

Ontem, o Presidente da República exigiu que o Governo assumisse todas as responsabilidades neste caso. Marcelo Rebelo de Sousa, que esta terça-feira à noite fez uma declaração ao país, exigiu ainda responsabilidades a todos os partidos com assento parlamentar, pedindo que se “clarifique se quer ou não manter em funções o Governo”.

Isto numa altura em que se sabe que o CDS vai avançar com uma moção de censura ao Executivo liderado por António Costa.

Este artigo foi publicado originalmente no Jornal de Negócios

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