Moradores culpam turistas por praga de percevejos em Lisboa

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As empresas de desinfestação já consideram esta a praga do ano em Lisboa: percevejos de cama. Os pequenos insetos de sete milímetros infiltram-se nos colchões e roupas de cama e lá se vão alimentando do sangue das pessoas.

Segundo o I, já são vários os lisboetas que se queixam desta praga. Entre eles está Lourdes, uma mulher que tem a sua casa infestada por percevejos há vários meses. Lourdes vive na Penha de França, no centro de Lisboa, há 20 anos e garante que nunca viu nada assim. Já deitou o colchão para o lixo e experimentou vários produtos de desinfestação, mas nada funcionou.

Lourdes, tal como as empresas de desinfestação, culpam o aumento do turismo e dos alojamentos locais pela rápida propagação dos percevejos, já que estes insetos podem ser transportados durante vários dias nas malas dos turistas.

Quatro das dez casas do prédio de Lourdes são agora alojamentos locais, o que, segundo a mesma, é a razão do problema. “Foi este entra-e-sai de turistas que trouxe a praga para aqui”, disse a mulher ao I, acrescentando que outros vizinhos se queixam do mesmo.

A empresa BarataKill contou ao I que, ultimamente, todos os dias é contactada por moradores das zonas de Martim Moniz, Mouraria, Almirante Reis e Bairro Alto que querem acabar com os percevejos. Se antes eram hotéis, restaurantes ou grandes empresas que pediam este tipo de desinfeções, cada vez mais particulares têm pedido estes serviços, contou a empresa SimaControl.

No Porto, a empresa Desipest referiu que os pedidos de desinfeção de percevejos de cama continuam a ser quase exclusivamente dos hotéis e grandes empresas, mas os três ou quatro pedidos de particulares foram feitos por pessoas “que tinham vindo de um período de férias em Lisboa”.

Em resposta ao I, a Direção-Geral de Saúde afirma que, “apesar de serem um incómodo e um nojo”, este insetos não representam um perigo para a saúde pública. Caso surjam mais casos, “os delegados de saúde farão a avaliação do risco de para perceber que medidas é preciso tomar”, continuou a subdiretora da DGS, Graça Freitas.

Este artigo foi publicado originalmente no Diário de Notícias

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