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Morreu o pianista de jazz Lyle Mays, membro fundador do Pat Metheny Group

Los Angeles, Estados Unidos, 11 fev 2020 (Lusa) – O pianista e teclista norte-americano, de jazz, Lyle Mays, de 66 anos, morreu na segunda-feira, em Los Angeles, anunciou o guitarrista Pat Metheny no seu sítio na Internet.

“É com muita tristeza que anunciamos a morte de nosso amigo e irmão Lyle Mays (1953-2020). Ele morreu em Los Angeles, depois de uma longa batalha com a doença, cercado pelos seus entes queridos”, lê-se na página de abertura do Pat Metheny Group, de que Lyle Mays era um dos fundadores.

Nascido numa pequena cidade do Wisconsin, em novembro de 1953, Lyle Mays formou-se na Universidade do Texas e tocou com a orquestra de Woody Herman até se encontrar com Pat Metheny, em 1974, com quem viria a fundar um dos mais antigos e bem sucedidos grupos de jazz, The Pat Metheny Group.

O álbum “Watercolors”, editado em 1977 pela ‘etiqueta’ alemã ECM, marcava o encontro da dupla, a quem se juntaram então o contrabaixista Eberhard Weber e o baterista Danny Gottlieb.

Um ano depois, “The Pat Metheny Group” assinalava a formação da banda, ainda com Mark Egan, no baixo. Só em 1980, com a chegada do baixista Steve Rodby ficaria formado o ‘núcleo duro’ do grupo, que se manteria inalterado durante mais de 35 anos.

Juntos gravam o álbum “Offramp” (1982), que viria a ser distinguido com o Grammy de melhor disco de jazz de fusão. Pelo meio ficavam “American Garage” (1979), o primeiro LP de Pat Metheny e Lyle Mays a atingir o n.º 1 do top Billboard, e “As Falls Wichita, So Falls Wichita Falls” (1981), que contou com o percussionista brasileiro Nana Vasconcelos.

Sucederam-se então álbuns como “Travels”, “First Circle”, “Still Life”, a banda sonora de “The Falcon and the Snowman” — que incluía a canção “This Is Not America”, celebrizada por David Bowie –, “We Live Here”, “Imaginary Day”, “Speaking of Now” ou “The Way Up”, que The Pat Metheny Group, sempre com Lyle Mays, trouxe a Portugal, a concertos em Lisboa e Porto, em 2005.

A carreira conjunta, com muitas das composições partilhadas, somou 11 prémios Grammy e mais de 30 nomeações, distinções da revista especializada Down Beat e dezenas de discos de ouro e platina.

Em nome próprio Lyle Mays publicou igualmente álbuns como “Street Dreams” e “Fictionary”, este com o baixo Marc Johnson e o baterista Jack DeJohnette, e lançou também recitais a solo como “Improvisations for Expanded Piano” e “The Ludwigsburg Concert”, que ultrapassavam os limites do jazz.

Compôs música para crianças, como “Tale of Peter Rabbit”, que fez com a atriz Meryl Streep, e colaborou com a Steppenwolf Theater Company de Chicago.

Lyle Mays atuou por diversas vezes em Portugal, com The Pat Metheny Group, sobretudo em Lisboa e no Porto, e em festivais como Jazz em Agosto, da Fundação Calouste Gulbenkian.

O guitarrista Pat Metheny, na mensagem publicada hoje no seu ‘site’, afirma que Lyle Mays “foi um dos melhores músicos” que conheceu, destacando a “sua enorme inteligência e sabedoria musical”. “Todos os momentos que partilhámos na música foram especiais. Desde as primeiras notas, tivemos um vínculo imediato”, lê-se.

“Haverá apenas um Lyle e todos continuaremos a apreciar seu brilho comovente”, escreveu o baixista Steve Rodby, no ‘site’ do grupo, sobre a música do pianista.

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