Morreu Sahar, a “rapariga azul” que foi presa por ver um jogo de futebol

Sahar Khodayri, conhecida por “rapariga azul” por ser adepta do Esteghalal, foi processada por frequentar um estádio de futebol.

A mulher de 29 anos vestiu-se de homem para tentar entrar às escondidas no estádio em Teerã. Acabou por ser detida.

Foi enviada para a prisão de Qarchak, onde esteve presa. A rapariga que sofria de bipolaridade piorou a sua saúde mental.

Sahar saiu sob fiança e conheceu o veredicto da justiça na semana passada: seis meses de prisão.

Inconformada, ateou fogo sobre si mesma, à frente do tribunal, ficando com mais de 90% de seu corpo queimado.

Esteve uma semana internada mas acabou por não resistir aos ferimentos.

Desde a Revolução Islâmica em 1979, as mulheres iranianas estão proibidas de entrar nos recintos desportivos onde haja jogos com equipas masculinas.

A morte de Khodayari gerou uma forte onda de indignação. Nas redes sociais, há pedidos para banir a Federação Iraniana de futebol das competições internacionais.

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