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Movimento cívico confirma oposição de cinco câmaras do Alto Minho ao lítio

Viana do Castelo, 12 fev 2020 (Lusa)- O movimento cívico SOS Serra d’Arga terminou hoje em Viana do Castelo uma ronda de contactos com cinco câmaras do Alto Minho que “confirmaram” a sua oposição à prospeção e exploração de lítio e de outros minerais na região.

“É a quinta autarquia que está alinhada connosco. Fiquei satisfeito com a reunião, hoje, na Câmara de Viana do Castelo e não esperava outra coisa desta como das outras autarquias”, afirmou à agência Lusa o porta-voz do movimento cívico Carlos Seixas.

Anteriormente, o movimento reuniu-se com os presidentes das câmaras de Ponte de Lima, Caminha, Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura.

A serra d’Arga, no distrito de Viana do Castelo, abrange uma área de 10 mil hectares, dos quais 4.280 hectares encontram-se classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Hoje, em Viana do Castelo, os representantes do grupo de cidadãos foram recebidos pelo vereador do Planeamento, Gestão Urbanística, Desenvolvimento Económico, Mobilidade e Coesão Territorial, Luís Nobre, devido à ausência do presidente da câmara, que se encontra em Bruxelas a participar no Comité das Regiões.

Segundo Carlos Seixas, o vereador Luís Nobre afirmou ter existido “falta de objetividade e rigor nos pedidos de prospeção e exploração de minerais que chegaram, em julho, à câmara municipal” e que “a mesma falta de objetividade e rigor coloca-se em relação à definição da área da serra d’Arga que irá a concurso público”.

“Nessa medida referiu que a Câmara Municipal só podia ser contra o projeto”, especificou Carlos Seixas.

Contactado pela Lusa, o vereador Luís Nobre disse que o município “tudo fará na defesa daquele território para o qual estão a ser desenvolvidos, há vários anos, diversos projetos de requalificação, preservação e valorização do seu património”.

Como exemplo apontou o projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, que envolve os municípios de Caminha, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura, liderado pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho.

Aquele projeto incide “sobre o território classificado como Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000 Serra d’Arga, correspondendo a uma área com 4.493 hectares, totalmente inserida na sub-região do Alto Minho, e cuja conservação florística e faunística é imperativa”.

Na semana passada, cinco movimentos cívicos do Minho que se opõem à prospeção e exploração de lítio e de outros minerais anunciaram para sábado, em Viana do Castelo, uma concentração/manifestação pacífica para contestar os projetos de mineração que o Governo tenciona lançar.

O protesto, que visa “exigir ao Governo respeito pelos cidadãos”, é organizado pelo movimento SOS Serra d’Arga, Corema – Associação de Defesa do Património/Movimento de Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho, SOS Terras do Cávado, SOS Serra da Cabreira e Em Defesa da Serra da Peneda Soajo.

No início de janeiro foi divulgado o nome dos nove lugares abrangidos pelo concurso público para exploração do lítio, para além dos dois contratos já anunciados em Montalegre e Boticas.

Serão abrangidas as áreas de Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

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