Mulher raptada em bebé reencontra a família 40 anos depois

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Uma mulher retirada da mãe quando era bebé, durante a ditadura militar da Argentina (1976-1983), reuniu-se esta semana com a família, ao fim de 40 anos.

O reencontro foi possibilitado graças ao trabalho desenvolvido pela organização de direitos humanos “Abuelas de Plaza de Mayo” (Avós da Praça de Maio), que tem a missão de localizar e devolver às famílias todas as pessoas desaparecidas no período da chamada “Guerra Suja”, que sucedeu ao golpe de Estado de março de 1976 e instaurou uma ditadura militar na Argentina.

Adriana, de 40 anos, foi a 126.ª e mais recente vitória da associação. Como muitas vítimas da ditadura, entrou em contacto com as “Abuelas”, com sede em Buenos Aires, mal soube que não era filha biológica dos pais que a criaram.

Mais de quatro meses passaram – entre burocracias e análises – até Adriana descobrir a identidade que lhe tinha sido roubada à nascença, cuja data foi forjada pela mesma médica que tinha falseado o ano de nascimento de outras três crianças.

Nascida em 1977, quando a mãe estava presa em cativeiro, Adriana é filha de Edgardo Garnier e Violeta Ortolani, estudantes de engenharia que faziam parte de uma organização político-militar de esquerda perseguida pelo regime do presidente Jorge Videla.

Violeta (23 anos, na altura) foi detida em 1976, quando estava grávida de oito meses. Adriana nasceria em janeiro do ano seguinte e, dois meses depois, Edgardo (21) era preso. Foram duas das 30 mil pessoas que desapareceram durante a ditadura militar. Nunca mais foram vistos.

Adriana falou em conferência de imprensa, na capital argentina, esta terça-feira, onde surgiu ao lado de familiares e se mostrou emocionada por conhecer as verdadeiras origens. “Estou feliz, feliz é a palavra. Estou plena”, comentou, em lágrimas.

Nos próximos dias, Adriana deverá reencontrar-se com a avó materna, que, segundo a organização, “foi uma peça chave” na busca pela neta.

Este artigo foi publicado originalmente no Jornal de Notícias

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