Museu Soares dos Reis arranca com obras de um milhão de euros e fecha parcialmente

Porto, 17 jun 2019 (Lusa) — A diretora do Museu Nacional Soares dos Reis avançou hoje que as obras de recuperação daquela instituição cultural, no valor de um milhão de euros, arrancam no próximo mês de julho e que o museu apenas vai fechar parcialmente.

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“Esperamos que [as obras comecem] para o mês que vem, mas o museu não vai fechar todo, vamos fechar parcialmente e [as obras] acabarão num prazo de seis meses”, declarou à agência Lusa a diretora do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), Maria João Vasconcelos, à margem de uma visita da Comissão Parlamentar da Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, à instituição.

Segundo Maria João Vasconcelos a verba para as obras de recuperação e manutenção das condições para a exposição permanente é na ordem de “um milhão de euros”, e é fruto de “candidaturas a fundos europeus”.

A presidente da Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, Edite Estrela, que visitou hoje o MNSR com representantes dos vários partidos com assento na Assembleia da República, recordou que as últimas obras no MNSR foram feitas em 2001.

“Qualquer pessoa vê que o museu necessita de obras. (…) As obras já estavam previstas, para estarem concluídas, mas houve algumas vicissitudes no processo e, portanto, só agora é que vão começar. São obras de grande vulto, que envolvem um milhão de euros, e que vão, penso eu, conferir a este museu uma capacidade expositiva diferente, mais moderna, mais atual, de maneira a que os visitantes se sintam mais gratificados e possam apreciar melhor o espólio importantíssimo que este museu encerra”, disse à Lusa.

Edite Estrela sublinhou que as obras no MNSR, “esperadas há muito tempo”, são “uma boa notícia”.

“Isto nos museus é como em tudo: se não houver manutenção e se se deixam degradar as instalações depois é um processo mais difícil, mais moroso e mais oneroso. Portanto, manter deveria ser a prática e não o último recurso”, concluiu.

O Museu Nacional Soares dos Reis, no centro do Porto, foi fundado há 180 anos por D. Pedro, enquanto regente, no auge das guerras liberais. Foi o primeiro museu público de arte do país.


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