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Categories: Sociedade
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25/10/2019 17:22

Nasceu com trissomia e malformações por negligência médica. Mãe garante: “Vou vingar a morte da minha filha…”

Há mais um caso que envolve o médico da polémica, o obstetra Artur Carvalho, responsabilizado pelo caso do bebé Rodrigo, que nasceu sem rosto.

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Brígida Fernandes fez um testemunho emotivo no programa “Júlia” da SIC, na tarde desta sexta-feira, sobre o caso da filha Catarina.

Estava tudo bem até às 39 semanas de gravidez. Todas as ecografias feitas e todas a revelar normalidade no bebé.

Mas na altura do nascimento de Catarina, a julho de 2007, percebeu-se que o bebé tinha muitos problemas.

“A bebe não chorou. Senti logo que algo se passava… Estava tudo de volta dela…”, conta.

“Fiquei logo alerta. Trouxeram-me a minha filha para mamar e viram que ela tinha fenda palatina”, diz.

A bebé fez também uma série de exames que diagnosticaram cardioplastia no coração, uma alteração na laringe, refluxo urinário e pé boto.

“Eu perguntei como é que a minha filha estava viva”.

Dois dias depois do nascimento, os médicos informaram que a bebé sofria de trissomia do cromossoma 2, síndrome raro que afeta 40 pessoas no mundo.

“Deram-lhe um ano de vida e ela durou dois…”

Brígida fez todas as ecografias no mesmo sítio, com o mesmo médico. Consultas que duravam apenas 5 a 10 minutos, quando o protocolo sugere 40 minutos no mínimo.

“Quando veio a publico a noticia do Rodrigo, lembrei-me logo da minha filha”.

“Quando foi mencionado o nome da clinica, fui buscar as ecografias para confirmar se tinha sido ele. E tinha…”

Ao longo destes anos, Brígida culpava-se pela morte da filha.

“Culpabilizei-me e perguntava-me porquê. Se tava tudo bem, porque é que no momento do nascimento fui confrontada com estes problemas que não são compatíveis com a vida…”

“Estou a reviver isto…Chorei e fiquei com raiva. Foi um misto de sentimentos. Alivio ao mesmo tempo”.

“Sobreviver e não pensar no tempo…”

Catarina viveu dois anos, “alimentada por sonda, não andava e não falava”.

Brígida diz que via a filha sofrer todos os dias e garante que “não tinha prosseguido com a gravidez se soubesse destes problemas…”

“A minha filha viveu dois anos de sofrimento. Eu não queria uma filha com a sentença de morte dela…”

“Quando ela faleceu foi muito duro, mas foi um descanso para a minha filha.”

Brígida quer que seja feita justiça e diz que vai apresentar queixa contra o médico.

“Vou entrar com um processo na Ordem dos Médicos. É uma forma de vingar a morte da minha filha”.

“Ele não merece exercer a profissão que tem”

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Patricia Runa

Licenciada em Ciências da Comunicação, abraço este novo desafio, para poder "voar" numa profissão que ainda pode fazer a diferença.

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