Nathália perdeu filho após 20 horas em trabalho de parto, e acusa Hospital de Cascais de negligência

Uma mulher de 29 anos acusa o Hospital de Cascais de negligência médica após ter perdido o filho, num trabalho de parto que durou mais de 20 horas.

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Nathália deu entrada no Hospital de Cascais, na madrugada do dia 4 de Setembro de 2018, acompanhada do marido, Luís Tiago, já com a bolsa do líquido amniótico rebentada.

A mulher não estava a fazer a dilatação e esperou horas a fio até que a equipa médica tomasse uma decisão quanto ao parto.

À conversa com Júlia Pinheiro, na SIC, Nathália conta que uma das médicas lhe fez o toque vaginal e lhe disse o parto teria de ser induzido uma vez que o bebé estava em sofrimento e que se verificou que “o batimento cardíaco do bebé estava a cair”.

Entrou na sala de cesariana, segundo conta, antes da 1 hora da manhã e foi anestesiada. Eram 4h da madrugada quando Nathália acordou e foi informada que o filho tinha morrido.

“Disseram-me: ‘Infelizmente o bebé não resistiu…’. Não estava a perceber. Não resistiu ao quê? Como é que me está a dizer isso. Eu não entrei no hospital em sofrimento…”.

A ficha técnica emitida pelo Hospital de Cascais refere que Mateus nasceu vivo, mas o relatório da autópsia dá conta que bebé morreu no útero.

Segundo os médicos, o bebé morreu devido a um deslocamento parcial da placenta em que cordão umbilical terá sofrido uma trombose e o bebé terá deixado de receber ar.

Nathália e o marido Luís esperam respostas e vão avançar com um processo contra o Hospital.

“Porque é que me levaram ao extremo? Estive muito tempo à espera por causa do protocolo…”, afirma.

A unidade hospitalar descarta responsabilidades. Em comunicado, o Hospital afirma que “todos os procedimentos clínicos foram adequados” e que “não existe qualquer contradição no relatório da autópsia e no relatório médico, sendo compatíveis”, acrescentando ainda que “por questões clínicas não foi possível salvar o bebé”.

Nathália e Luís Tiago viram Matheus sem vida

Nathália conta em lágrimas que viu o filho sem vida e que o teve nos seus braços. Num “momento de loucura”, a mulher pediu para reanimarem o pequeno Matheus.

“Vi o meu bebé. Estive meses à espera de o ver. Não foi o dia mais triste porque o estava a ver…”.

“O Matheus parecia um anjinho a dormir”, recorda.

Veja aqui o testemunho.


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