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O “rei” de Portugal celebra 74 anos

No dia de aniversário de Dom Duarte, recordamos o seu casamento com Dona Isabel de Herédia, e os filhos do casal: Afonso, Maria Francisca e Dinis...

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A monarquia alimenta, quase sempre, o imaginário de todos. Pelo glamour, pelo sonho, pelos segredos, pela ostentação, pelos escândalos, pelas polémicas, pelos amores e desamores, por tudo e por quase nada.

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A verdade é que não ficamos indiferentes.

Existem famílias reais mais mediáticas do que outras: a britânica, a espanhola e a do Mónaco. Por esta ordem de mediatismo.

Outras há – digamos – menos interessantes.

Dom Duarte Pio de Bragança e Dona Isabel de Herédia não são monarquia. Mas são o que temos mais próximo de “rei” e de “rainha”. E também eles despertam alguma curiosidade. Não pelas polémicas ou escândalos, nem tão pouco pelos amores ou desamores. A “nossa” “Família Real Portuguesa” é bastante discreta, terra-a-terra. Normal. Raramente aparecem em revistas sociais, não se transportam em carros de alta cilindrada, não dão festas milionárias, não usam roupas de costureiros internacionais.

Neste 15 de Maio, Dom Duarte (Duque de Bragança), celebra o seu 74º aniversário. E esse foi o nosso pretexto, aqui no Informa+, para recordarmos os nossos “reis”. Outra efeméride que nos motivou foi o 24º aniversário do casamento de Dom Duarte e Dona Isabel, que aconteceu a 13 de maio de 1995, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

E recordando a “nossa” monarquia, centremo-nos nos filhos de Dom Duarte Pio e de Dona Isabel de Herédia, de 52 anos. Por serem os herdeiros, despertarão a maior curiosidade pública. Porém, por primarem pela discrição, pouco se sabe deles.

Afonso, Maria Francisca e Dinis têm perfis nas redes sociais, vão a concertos, ao futebol e ao cinema, fazem programas com os amigos e andam de transportes públicos. Quase no anonimato. E é assim que gostam que seja. É assim que foram educados. Sem alaridos, nem pompa.

Mas comecemos pelo primogénito, Afonso de Santa Maria de Bragança – Príncipe da Beira e Duque de Barcelos – nascido a 25 de março de 1996. Tem, portanto, 23 anos.

Frequentou o St. Julian’s School, em Carcavelos. Fez curso de Ciências Políticas e Relações Internacionais, na Universidade Católica. Antes, esteve 2 anos na The Oratory School, em Inglaterra, um colégio interno católico com uma forte componente de formação militar. Em 2018, esteve em estágio nos Bombeiros Voluntários de Lisboa. Era o Estagiário Especialista nº1231. Tem paixão por Biologia Marinha, adora escalada, pesca e mergulho.

Em matéria de amores, sabe-se pouco da vida do jovem duque. Em 2017, ter-se-á encantado com a espanhola Amina Martinez – neta da duquesa de Alba – durante o Baile de Debutantes que decorreu em Paris, em meados de novembro daquele ano.

Depois de Afonso, nasceu Maria Francisca Isabel de Bragança – Duquesa de Coimbra – no dia 3 de março de 1997. Tem 22 anos.

Estudou Ciências da Comunicação e Marketing, na Universidade Católica. Em finais de 2016, fez o programa Erasmus, em Roma.

Confessa ser viciada em séries da Netflix e não gosta de ser reconhecida. Tem a fotografia como hobby e já fez duas curtas-metragens – uma sobre comida saudável e outra sobre turismo. O pai já lhe disse que devia tentar algo na área televisiva, mas a jovem parece recusar a ideia por ser demasiado envergonhada.

Participou numa acção de voluntariado com crianças na Guiné-Bissau.

No que se refere a namoros, pretendentes não lhe faltarão, já que a sua beleza é inegável. Mas, tal como o irmão mais velho, os rumores não passam disso mesmo. Ainda assim, no Baile de Debutantes realizado em Paris, em novembro de 2017, esteve acompanhada por Johannes Pedro de Jong, filho da princesa D. Maria Thereza de Orleans. Mas esse suposto romance nunca foi confirmado.

Por fim, Dinis de Santa Maria de Bragança – Duque do Porto – nascido a 25 de novembro de 1999. Tem 19 anos. É o mais novo dos três irmãos e é considerado o mais extrovertido. É sócio honorário do Futebol Clube do Porto.

Fez o 12º ano no Colégio São João de Brito. Interessa-se por História, Política e Filosofia. Gosta de música clássica, sendo Chopin o seu compositor preferido. Mas o seu gosto musical é bastante heterogéneo, uma vez que também gosta de jazz e de blues. Na música brasileira vibra com Caetano Veloso e Gilberto Gil e da música portuguesa, destaca António Zambujo e Tiago Bettencourt. Gosta de jogar golfe e ténis.

Presentemente, está naquilo a que se pode chamar um ano sabático. Mas antes, em 2018, esteve três meses a estagiar no Parlamento Europeu. Em entrevista à Real Gazeta do Alto Minho, em março deste ano, o Duque do Porto considerou a Monarquia como “um sistema de governo mais estável do que uma República”.

A mãe dos jovens duques nunca pensou vir a ser duquesa. Dona Isabel de Herédia é uma mulher discreta que raramente dá entrevistas. Uma das excepções aconteceu recentemente, em dezembro de 2018, na SIC.

Na ocasião, contou que o marido era amigo da família. Um dia, tinha ela 16 anos, num jantar, ousou afrontar Dom Duarte discordando dele. Terá começado a conquistá-lo nesse momento. Pela frontalidade e transparência.

Sobre os 21 anos de diferença de idades diz que não atrapalha o casamento: “Não é complicado, se é a pessoa de quem gosto posso até viver poucos anos com ela. Porque é que vou ficar não sei quantos anos com uma pessoa que não gosto?!”

E sim, teve outros namorados, admitiu, respondendo à provocação de Júlia Pinheiro.

No resto, Dona Isabel garante ser “discreta” e que não tem “escândalos para contar”. mais: “Sou normalíssima, tenho a sorte de ter um marido que me deixa ser o que sou.”

De resto, a duquesa tem um trabalho comum e desconhecido da maioria: trabalha na área da imobiliária. Além disso, acompanha o marido em actos oficiais da Casa Real e dedica-se a algumas causas, sobretudo, ligadas a crianças.

Sobre os filhos assegura que “se dão bem” e são “belos jovens”. Diz que Afonso é o mais parecido com o pai, sendo mais reservado, e que Maria Francisca e Dinis são mais descontraídos. Diz que em casa não existe pressão para casarem com príncipes ou princesas e que já tiveram ‘namoricos’. “Já namoraram e desnamoraram. Hoje em dia, o universo deles é muito grande. Ainda são muito novos, não estão a pensar casar. Acho que nós tentamos dar o exemplo do que é um casamento feliz. Podem não casar com príncipe ou princesas. Têm de casar com alguém com quem sintam afinidade, que seja bem formado.”

Na mesma entrevista, Dona Isabel de Herédia confessou que, antes de aceitar casar com Dom Duarte, demorou um ano a “decidir se teria capacidade para aguentar algumas coisas”.

Já se conheciam há muito tempo. Desde sempre, quase. Quando ela tinha apenas 6 anos de idade, foi Dom Duarte que a ensinou a nadar, em África.

A união com o amigo da família não era previsível. Mas aconteceu. Há 24 anos.

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