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OE2020: Ministro garante sete vezes que não haverá nova injeção no Novo Banco em 2020

O ministro das Finanças respondeu hoje, por sete vezes, a perguntas dos deputados e afirmou, por sete vezes, que este ano não está planeada qualquer injeção de verbas no Novo Banco, durante o debate do Orçamento Suplementar no parlamento.

Depois das perguntas do PSD, PSD, PCP e BE, foi a vez de André Silva, do PAN, José Luís Ferreira, do PEV, e André Ventura, do Chega a insistir na pergunta a que João Leão respondeu quase sempre da mesma maneira: “Não está previsto neste OS uma nova injeção no Novo Banco.”

Nem para o Novo Banco nem para o Montepio, afirmou, em resposta a André Ventura, que lhe perguntou se podia garantir que podia garantir que não iria ser investido “nem mais um cêntimo” no Novo Banco.

“É preciso saber se o governo vai ceder a esta chantagem do Novo Banco ou se vai proceder à revisão do contrato para que não seja injetado nem mais um cêntimo no meio desta crise”, atacou André Silva.

O Novo Banco foi um dos pontos em comum das perguntas dos três deputados na primeira fase do debate, no parlamento em que também respondeu a questões sobre a retirada do amianto das escolas (PEV), isenções do ISP sobre empresas poluentes como a TAP (PAN) ou ainda quanto ao “subsídio de risco” para quem esteve a trabalhar durante o período critico da pandemia de covid-19, professores, profissionais da saúde e forças de segurança.

André Silva, do PAN, desafiou ainda o Governo a dizer quando avança com “a regulamentação de uma proposta” do partido prevista no orçamento para 2020, “o alargamento da tarifa social da energia a todas as pessoas desempregadas”.

É “algo que vai ajudar muitas famílias, principalmente no contexto de crise social” causada pela pandemia, alertou.

José Luís Ferreira, dos Verdes, falou de um “elefante na sala” — por lapso chamou-lhe “elefante branco”, causando risos nas bancadas — que é o Novo Banco e culpou o PSD de ser o responsável de trazer “o elefante para a sala” com o ex-BES.

A José Luís Ferreira, o ministro das Finanças deu garantias de que o programa de remoção do amianto nos edifícios escolares vai avançar este, inclusivamente com verbas da União Europeia.

Já André Ventura, do Chega, optou por falar de outro “elefante na sala”, a TAP, e apontou ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, que tem a tutela da empresa e estava sentado na ponta esquerda na bancada do Governo.

E questionou se, apesar da ajuda prevista do Estado (1.200 milhões de euros), “vai levar ou não a despedimentos” na transportadora aérea nacional.

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