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OE2020: PS adverte que “taticismo” político será prejudicial à recuperação do país

Lisboa, 17 jun 2020 (Lusa) – O secretário-geral adjunto do PS defendeu hoje que será “incompreensível” e contrário à vontade da maioria dos cidadãos dificultar o caminho para a superação da crise provocada pela pandemia de covid-19 com ações baseadas no tacticismo.

Este aviso foi transmitido por José Luís Carneiro no debate parlamentar da proposta do Governo de Orçamento Suplementar para 2020.

“Convergir, neste momento, não é um ato de heroísmo, corresponde à ética da responsabilidade democrática. Dificultar o caminho de superação desta crise ou atuar com tacticismos será incompreensível aos olhos daqueles que jurámos servir”, advertiu o “número dois” da direção dos socialistas.

José Luís Carneiro considerou que “estabilizar e fortalecer os tecidos vitais da sociedade, da economia e do Estado é o propósito do Orçamento Suplementar” e disse que esta iniciativa legislativa do Governo “é essencial para o país chegar mais coeso e mais solidário à fase da recuperação, para a qual já contará com a solidariedade robusta da União Europeia”.

“O saudável escrutínio democrático deste parlamento (que importa enaltecer) não deve, em circunstância alguma, diminuir o valor do percurso feito por todos nós para enfrentarmos a crise pandémica e para, agora, darmos resposta a uma grave crise económica e social”, declarou.

O secretário-geral adjunto do PS referiu depois que a comunidade internacional “tem elogiado a eficácia da resposta” dada por Portugal.

“E não é só em Espanha que é apreciada a cooperação entre o poder e as oposições. As portuguesas e os portugueses, que preferem a ponderação, o equilíbrio e a previsibilidade ao radicalismo e à instabilidade, reconhecem e valorizam o esforço de convergência política entre todos nós”, sustentou.

José Luís Carneiro salientou ainda que Portugal tem pela frente “tempos muito difíceis”, observando então que a Comissão Europeia prevê “uma quebra muito significativa na atividade económica mundial, com efeitos muito nocivos nos principais parceiros comerciais do país”.

“Em Portugal, a quebra significativa na economia terá efeitos graves no desemprego, na pobreza e nas desigualdades. Contudo, as previsões para 2021 apontam já para uma recuperação, com um crescimento expectável acima de quatro por cento. Só a continuidade do sentido de responsabilidade individual e coletivo em termos de saúde pública, conjugado com o forte compromisso de cooperação entre as forças políticas, económicas e sociais, permitirá encarar o futuro com um prudente otimismo”, acrescentou.

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