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21/10/2019 17:33

Organização mantém decisão sobre interferência do surfista Medina em Peniche

Peniche, Leiria, 21 out 2019 (Lusa) – A Liga Mundial de Surf (WSL, na sigla inglesa) analisou o protesto apresentado pelo líder do ‘ranking’ mundial, Gabriel Medina, relativamente à interferência que lhe foi marcada nos ‘oitavos’ da prova de Peniche, mantendo a decisão inicial.

“A decisão já foi tomada ontem [domingo], depois do final da competição. O Gabriel colocou o protesto dele, com o ‘team’ [equipa] dele, e achou que a prioridade devia ser dele. O juiz de prioridade mostrou o vídeo do porque é que a prioridade foi alocada para o Caio [Ibelli], no entender dele, e disse que a decisão permaneceria”, afirmou hoje aos jornalistas Renato Hickel, comissário da WSL.

O surfista brasileiro Gabriel Medina, bicampeão mundial (2014 e 2018), pediu no domingo a reavaliação da sua bateria nos oitavos de final da prova de Peniche, depois de ter sido afastado no confronto com o também ‘canarinho’ Caio Ibelli, ao ser-lhe assinalada uma interferência – apanhou uma onda quando era o rival que tinha a prioridade.

“Tenho a esperança de que a minha bateria seja reavaliada, pois ocorreu um erro”, realçou Medina, na sua conta na rede social Instagram, horas após ter disputado a quinta bateria dos oitavos de final do Meo Rip Curl Pro Portugal.

Hoje, Renato Hickel colocou um ponto final na polémica, confirmando à comunicação social que é Caio Ibelli que vai disputar os ‘quartos’ na Praia dos Supertubos.

“A chamada de prioridade do juiz de prioridade é soberana, a gente chama-lhe um ‘judgment call’ [decisão de julgamento]. O ‘call’ é único e é dele. O Gabriel e o ‘team’ dele perguntaram se havia condições de ‘resurf’ [repetição da bateria]. Eu disse que não, porque na regra do ‘resurf’ não existe nenhum parágrafo que aloque a mudança do juiz de prioridade. A regra do ‘resurf’ é uma regra para circunstâncias extraordinárias”, sublinhou o responsável brasileiro da WSL.

E acrescentou: “Por exemplo, a prioridade era do amarelo, a placa queimou, ou quebrou, e não deu para fazer o ‘display’ [exibição]. Essa é uma situação que não está no livro de regras, então, a gente analisa e pode decidir pelo ‘resurf’. O caso do Gabriel e do Caio, ontem [domingo], não tem nada absolutamente a ver com o ‘resurf’. E, no final da tarde, no final do protesto, ele [Medina] foi informado que o resultado permaneceria. Ele termina com a nona posição e o Caio passa para os quartos de final”.

A etapa portuguesa do circuito mundial de surf cumpre hoje, e na terça-feira, dois dias de espera na competição, no quadro feminino e masculino, devido à falta de ondulação na Praia dos Supertubos, em Peniche.

A decisão da Liga Mundial de Surf (WSL, na sigla inglesa) sobre o recomeço do Meo Rip Curl Pro vai ser tomada pelas 08:00 de quarta-feira, com o possível início da ação agendado para as 08:35, anunciou hoje a organização.

Também hoje, a Meo e a WSL anunciaram a renovação da parceria na etapa portuguesa do circuito mundial por mais tês anos, numa cerimónia realizada na Praia dos Supertubos que contou com a presença de Alexandre Fonseca, presidente da Altice Portugal [dona da Meo], e de Francisco Spínola, diretor geral da WSL para a Europa, Médio Oriente e África.

Lusa

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