Os alunos portugueses desejados pela NASA, Rolls Royce e Airbus

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Foram os melhores entre os melhores: Luís Silva e Catarina Lobo foram os dois alunos que entraram no Ensino Superior com as médias mais altas no curso que, pelo segundo ano, voltou a ter a nota de ingresso mais elevada do país (18,8 valores) – Engenharia Aeroespacial, no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa.

A ciência e a matemática são paixões antigas, a engenharia uma opção recente.

“Estes alunos são como tropas especiais das ciências e engenharias. São treinados para encontrar soluções inovadoras para todo o tipo de problemas complexos”, frisa Vasco Guerra, coordenador do curso de Engenharia Física e Tecnológica – o segundo com média de ingresso mais alta também do Instituto Superior Técnico.

A taxa de empregabilidade dos dois cursos é de 100%. “Não conheço nenhum engenheiro aeroespacial no desemprego”, garante Luís Braga Campos, coordenador do curso. E é assim desde 1991, quando o curso foi criado, e mesmo quando a média de ingresso era de 16 valores em vez de 18. Cerca de metade destes estudantes sai do país depois de se formar.

São recrutados pela NASA e por empresas como a Rolls Royce, a Airbus ou a Ernest & Young.

A empregabilidade total, a elevada taxa de investigação e a internacionalização são fatores de atração, sublinha Braga Campos. Depois, “voar é o sonho do Homem desde sempre”. Os alunos concordam – Luís e Catarina, ambos do Porto, escolheram Engenharia Aeroespacial e o Técnico em primeiro lugar por esses motivos, apesar da distância de casa.

Luís, que entrou com a média mais alta (19,85 valores), ainda não sabe o que deseja para o seu futuro. A opção por Aeroespacial só foi tomada este ano. Já Catarina (que entrou com média de 19,78) sempre sonhou com o espaço e a NASA.

As matrículas dos novos estudantes decorrem até sexta-feira, mas ontem de manhã a receção do Instituto já se encontrava cheia de animação.

Alunos mais velhos acompanhavam os muitos caloiros, em pequenos grupos, em todos os momentos. Mariana Caseiro, por exemplo, entrou com média de 19,6 em Engenharia Física e Tecnológica – opção que tomou depois de frequentar master classes em Física de Partículas, o programa Quark da Universidade de Coimbra.

Um campo de férias de astrofísica em Paredes de Coura fê-la decidir pela investigação.

Braga Campos defende que a empregabilidade devia ser mais determinante na abertura de vagas. “Porque não dar oportunidade a mais alunos em cursos como Aeroespacial com taxas de 100% do que continuar a abrir formações com taxas inferiores a 50%?”, questiona.

Este artigo foi publicado originalmente no Jornal de Notícias

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