Ouro e recorde do mundo na marcha para Inês Henriques

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A atleta portuguesa Inês Henriques, 37 anos, sagrou-se neste domingo campeã do mundo nos 50km marcha , em Londres. Mais: fê-lo com um novo recorde do mundo.

Cereja em cima do bolo: é a primeira mulher, uma pioneira, a vencer esta distância em campeonatos do mundo, uma vez que é uma estreia desta prova no elenco dos Mundiais.

O tempo oficial: 4h05m56s, ou seja, Inês tirou 2m29s ao seu anterior recorde mundial (4h08m25s), obtido em Janeiro de 2017, em Porto de Mós, durante os campeonatos nacionais de marcha de estrada.

“É um dia fantástico para mim, para Portugal, um dia de sonho”, comentou Inês Henriques, em declarações à RTP1, pouco depois de terminar a prova.

“O primeiro objectivo era conseguir que as mulheres estivessem cá”, prosseguiu, aludindo ao percurso pontuado por algumas peripécias que levou a federação internacional a incluir no leque de provas do campeonato os 50 km marcha no sector feminino.

Inês sublinhou ainda ter cumprido todos os restantes objectivos a que se propusera: ser campeã do mundo, com recorde do mundo e um tempo abaixo das 4h06m. “Isto é a recompensa de 25 anos de trabalho, do meu treinador Jorge Miguel e da minha equipa de Rio Maior”, afirmou, no final da prova.

“Os últimos quatro quilómetros foram muito duros, mas eu comecei a fazer contas e [pensei]: ‘Só tens de acabar tranquila’. Não podia fazer muito mais esforço em termos musculares, foi mesmo gerir até ao fim”, revelou.

Três minutos e dois segundos depois de a atleta de Rio Maior ter cortado a meta, a chinesa Yin Hang terminou a sua prova, garantindo a prata para a China, com um tempo que é novo recorde asiático (4h08m58s). A medalha de bronze vai para outra chinesa, Yang Shuqing (4h20m49s).

Na prova masculina desta mesma distância, o título mundial vai para Yohann Diniz, francês de origem portuguesa, que marchou os 50km em 3h33m11s, apagando a má imagem deixada nos Jogos do Rio 2016.

O português João Vieira terminou muito perto do top 10, no 11.º lugar, com o tempo de 3h45m28s, a apenas 11 segundos de distância do seu recorde nacional. Uma prestação positiva para o marchador. O outro luso em prova, Pedro Isidro, foi 32.º, com 4h02m30s.

Triplo campeão europeu, o atleta cortou a meta isolado com a bandeira do seu país, garantindo, aos 39 anos, o seu primeiro título e campeão do mundo, com um tempo que é recorde do campeonato e o segundo melhor tempo de sempre – Diniz é o recordista mundial: 3h32m33s, estabelecido há três anos.

Outro feito digno de nota deste neto de português que foi campeão europeu por França, com a bandeira de Portugal na mão: aos 39 anos, Yohann Diniz “torna-se o atleta masculino mais velho a reclamar uma medalha de ouro na história dos campeonatos do mundo de atletismo”, segundo o site da federação internacional de atletismo, que rege a modalidade e os campeonatos.

Nos restantes lugares do pódio masculino ficam dois japoneses, Hirooki Arai (prata) e Kai Kobayashi (bronze). Os dois compatriotas cortaram a meta com dois segundos de diferença, mas a grande distância, 8m05s, do vencedor.

Este artigo foi publicado originalmente no Público

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