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14/01/2020 15:10

Pai de vítima da tragédia do Meco acusa: “A universidade esteve sempre junto de João Gouveia e nunca do nosso lado”

O Estado português foi condenado a pagar 13.000 euros de indemnização à família de um dos estudantes da Universidade Lusófona que morreram no Meco há seis anos, decidiu o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que apontou falhas à investigação.

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Segundo a decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH), além dos 13.000 euros de indemnização, o Estado português terá que assegurar os mais de 7.000 euros de custos.

O tribunal considerou que a investigação não satisfez os requisitos referentes à proteção do direito à vida, sobretudo porque uma série de medidas urgentes podiam ter sido tomadas logo após a tragédia de dezembro de 2013, em que morreram seis estudantes que participavam alegadamente numa cerimónia de praxe na praia.

Contudo, considerou que não havia vazio legal no que se refere às praxes uma vez que a legislação nacional continha já uma série de “disposições penais, civis e disciplinares destinadas a prevenir, suprimir e punir ofensas pôr em risco a vida das pessoas ou a sua integridade física ou psicológica”.

O pai de Tiago Campos, um dos jovens que morreu na tragédia, falou à CMTV e comentou a decisão do Tribunal Europeu.

José Carlos Soares Campos afirma que esta foi uma ação requerida em nome de todos os pais.

“Teve de ser o Tribunal Europeu, uma pessoa independente a decidir e a dar-nos razão naquilo que pedíamos até aqui”, sublinhou José.

O pai de Tiago afirma que “fica a faltar muita coisa” e “falta apurar a verdade do que se passou naquela noite pela boca de quem sobreviveu à tragédia”, referindo-se a João Gouveia.

José afirma que “há três anos que estamos à espera dos processos cíveis” e que nestes anos o que se passou foi um “trabalho desonesto” e “um procurar de encobrimento”.

“A universidade esteve sempre junto de João Gouveia e nunca do nosso lado”, acusou.

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