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PAN defende que eurodeputado Francisco Guerreiro deve renunciar ao mandato

Lisboa, 16 jun 2020 (Lusa) — O porta-voz do PAN, André Silva, defendeu hoje que o eurodeputado Francisco Guerreiro, que hoje se desvinculou do partido, deveria “renunciar ao mandato”, uma vez que a sua decisão “foi unilateral”.

“Esta foi uma opção do eleito em se tornar independente. Do nosso ponto de vista, ele deveria ter renunciado ao mandato porque os eleitores votaram num projeto político”, argumentou André Silva numa conferência de imprensa na sede do Pessoas-Animais-Natureza (PAN), em Lisboa.

O dirigente do PAN disse ter recebido esta manhã, por email, a informação da desvinculação de Francisco Guerreiro, que vai passar a independente, e insistiu que o eurodeputado deveria “renunciar ao mandato”.

André Silva realçou que o partido recebeu a notícia da saída “com profunda desilusão” e surpresa e que este é “o culminar de um caminho de individualização do eurodeputado”.

Quanto às justificações que Francisco Guerreiro deu, disse estar a ouvi-las “pela primeira vez”.

O eurodeputado Francisco Guerreiro anunciou hoje que sai do PAN por “divergências políticas” com a direção do partido pelo qual foi cabeça de lista nas europeias do ano passado, mas vai manter-se no Parlamento Europeu.

“O eurodeputado Francisco Guerreiro sai do partido Pessoas-Animais-Natureza por divergências políticas com a direção e garante que continuará a defender no Parlamento Europeu os ideais pelos quais foi eleito e se rege”, refere um comunicado enviado à Lusa.

O comunicado acrescenta que “as divergências que justificam o seu afastamento do PAN assentam na falta de identificação política com várias posições relevantes tomadas pelo partido no parlamento nacional, bem como com a linha política global que tem caracterizado a atuação do PAN nos últimos meses”,  considerando que esta tem “limitado a independência política do eurodeputado em Bruxelas”.

Francisco Guerreiro falava num “constante afastamento” e aponta, por exemplo, “a crescente e vincada colagem do PAN à esquerda”, considerando que tal “quebra uma das bases filosóficas do partido que não se revê nas dicotomias políticas tradicionais”.

O eurodeputado refere ainda uma “recente apologia ao incentivo para a entrada de jovens no serviço militar (contra a base pacifista do partido), a passividade perante as ações geopolíticas da China na Europa ou o aumento da agressividade discursiva” do PAN como razões para a sua saída.

Francisco Guerreiro considera também que existiu um “bloqueio da divulgação do trabalho europeu” que desenvolveu, em áreas como o Rendimento Básico Incondicional (RBI).

 

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