Papa: Empresas devem avaliar possibilidade de dar ‘folga’ na sexta-feira

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O presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) defendeu hoje que as empresas devem avaliar a possibilidade de os colaboradores não trabalharem na sexta-feira para acompanharem o “momento único e irrepetível” que se vive em Fátima.

“Acho que os empresários, em consciência, devem avaliar as suas realidades empresariais e as pessoas que com eles trabalham e verem se há essa possibilidade. Cada caso é um caso, mas acho que devíamos promover sempre empresas humanizadas”, afirmou João Pedro Tavares.

O dirigente falava à agência Lusa a propósito da tolerância de ponto concedida aos trabalhadores da função pública na sexta-feira, por ocasião da visita do papa Francisco a Fátima.

Segundo João Pedro Tavares, por um lado, “haverá contextos, empresas e pessoas para quem este é um acontecimento que passa absolutamente ao lado”, mas, por outro, “haverá pessoas para quem o momento é de uma absoluta centralidade nas suas vidas e gostariam de estar presentes”.

Na sua opinião, as empresas devem ter “uma flexibilidade que permita encaixar esta realidade”, uma vez que “não é uma celebração qualquer de um 13 de maio”.

João Pedro Tavares lembrou que “Fátima é transversal a uma parte significativa da sociedade portuguesa” e que “há uma componente de cristãos e católicos muito grande dentro da sociedade”.

“Está a ser comemorado um centenário (das “aparições” de Fátima). E há também a visita do papa Francisco, que tem falado muito para fora da Igreja e que interpela muitas pessoas, sejam cristãos, ou não, crentes e não crentes. E, depois, também há a canonização dos pastorinhos”, frisou.

Por isso, na sua opinião, será “um momento único e irrepetível, onde muitas pessoas quererão estar”.

“Acredito que vai ser um momento também vivido por pessoas que não são necessariamente cristãs ou que não têm uma particular devoção a Fátima. As pessoas vão querer assistir e muitas empresas não têm condições de o permitir”, afirmou.

No seu entender, deverá haver “mecanismos de solidariedade entre os colaboradores para garantir que, se a empresa não tem condições de os dispensar”, eles arranjam uma solução entre si.

“Podem encontrar soluções conjuntas, dentro da lógica: ‘eu hoje tomo o teu lugar e amanhã tu tomarás o meu’. É um momento para promover um maior respeito”, sublinhou.

Francisco será o quarto papa a visitar Fátima e vai presidir ao centenário dos acontecimentos na Cova da Iria.

Os anteriores papas a estar em Fátima foram Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991, 2000) e Bento XVI (2010).

O papa presidirá no sábado à cerimónia de canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto, os mais jovens santos não-mártires.

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