Papa: “Quem recorre a prostituição é um criminoso”

Detectámos que tem um Ad Block ativo

Utilizamos anúncios para ajudar a manter o nosso site, considere desativar o Ad Block (bloqueador de anúncios) no nosso site para poder ver os conteúdos.

Os nossos anúncios não são intrusivos!

O papa Francisco considerou, esta segunda-feira, que quem paga para ter relações sexuais é um criminoso e que isso significa “torturar as mulheres”, condenando o tráfico de pessoas e a prostituição.

“Não é fazer amor. É torturar uma mulher. É uma doença”, disse Francisco durante a abertura da reunião pré-sinodal no Vaticano de preparação da XV Assembleia Geral ordinária do Sínodo dos Bispos.

Nesta reunião, que decorre até 24 de março, participam, a convite do papa, jovens de todo o mundo, entre os quais três portugueses: Joana Serôdio, Rui Lourenço Teixeira e Tomás Virtuoso.

O papa ouviu o testemunho de uma jovem mulher nigeriana que foi forçada a prostituir-se em Itália, para onde foi enganada, e que disse ao papa que muitos dos que recorrem a prostitutas são católicos.

“Peço desculpas por todos os católicos que cometem esse crime”, disse Francisco, acrescentando ainda que é possível que entre os clientes da prostituição “90% sejam batizados católicos”.

Francisco criticou o que considera ser “um crime contra a humanidade” e que “nasce de uma mentalidade doente que diz que a mulher tem de ser explorada”.

Na reunião preparatória do Sínodo dos Bispos, que se realizará em outubro, o papa falou ainda da solidão da juventude como um “pecado social”.

Segundo o papa, “muitas vezes os jovens são deixados sozinhos” e têm de implorar por trabalhos que não garantem um futuro, referindo-se ao desemprego em alguns países europeus.

Referiu-se também ao que considera ser uma falta de preocupação com os jovens, o que os leva “à depressão, dependências e suicídios” ou mesmo a juntar-se ao autodenominado Estado Islâmico como forma de “procurar um sentido para a vida”.

O papa criticou ainda o mundo virtual, por conter “muitos perigos”, dando o exemplo de famílias em que pais estão a ver televisão enquanto os filhos não param de mandar mensagens por telemóvel.

Este artigo foi publicado originalmente no Jornal de Notícias

Recomendações

Recomendações

2 Comentários

  1. Anónimo
  2. JOSÉ CRISTIANO MEDEIROS AMARAL

Comente e partilhe a sua opinião!