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PCP/99 anos: Jerónimo ataca Chega e liberais, “peões de brega” do PSD e CDS

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou na sexta-feira o Chega e a Iniciativa Liberal (IL), que, mais do que apupados, devem ser “desmacarados” como “peões de brega” do PSD e do CDS.

No comício dos 99 anos do partido, no pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, Jerónimo falou por duas vezes do Chega, de extrema-direita, e IL, liberais, que conseguiram eleger um deputado cada nas legislativas de 2019 e das duas vezes foram apupados pelos militantes e simpatizantes, depois de terem sido acusados de, como PSD e CDS, servirem “os interesses do grande patronato”.

Fugindo ao texto de 11 páginas do discurso, de 45 minutos no total, o secretário-geral dos comunistas afirmou: “Ó camaradas, como eles são, não vale a pena assobiar nem gritar, é [preciso] desmascarar porque os objetivos deles são iguais aos do PSD e do CDS, contra os trabalhadores, contra o nosso povo, contra a Constituição”.

Na tauromaquia, os peões de brega são os toureiros, consideradas figuras subalternas, que, a pé e com a capa, ajudam na lide de um cavaleiro ou a posicionar o toiro para a pega pelos forcados.

A outra referência aos partidos dos deputados André Ventura e João Cotrim Figueiredo foi feita quando o líder dos comunistas acusou o “grande capital” de “tirar partido” da atual situação política e do Governo do PS, e “patrocinando o branqueamento de PSD e CDS, promovendo o Chega e a Iniciativa Liberal e difundindo conceções reacionárias e antidemocráticas”.

O discurso de Jerónimo de Sousa demorou 45 minutos, feito num palco em tons vermelho, da cor do partido, e rodeado por membros da direção dos comunistas e de membros da JCP.

Por duas ou três vezes tossiu e, em tom de brincadeira, numa altura de surto de Covid-19, afirmou: “Perdão, camaradas. É uma mera tosse, não se preocupem.”

No final, e como é hábito neste tipo de comício, todos cantaram o hino “Avante, camarada” e “A Internacional”, com a inovação de serem acompanhados por uma guitarra elétrica e um violino, e por fim o hino de Portugal, sem acompanhamento musical.

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