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Perdeu 27 quilos e não consegue andar: Mecânico de aviões esteve 119 dias hospitalizado devido à Covid-19

Juan Miguel Martínez, um mecânico de aviões espanhol, entrou no Hospital de Bellvitge de Barcelona a 24 de março com Covid-19 e saiu dia 21 de julho, após 119 dias hospitalizado. Testou negativo poucos dias depois de ser hospitalizado, mas o rasto de destruição que a infeção lhe deixou no corpo manteve-o numa cama de hospital.  

Ao longo do período em que esteve hospitalizado, as mudanças físicas foram notórias. Juan perdeu 27 quilos, a força muscular nas pernas – que até recuperar o obriga a estar numa cadeira de rodas – e a capacidade de conter o choro. 

Os primeiros sintomas começaram cerca de uma semana antes de ser hospitalizado, a 17 de março. Febre, mal-estar geral e diarreia começaram a dar sinais de que algo não estava bem. Porém, Juan de 53 anos, descartou a possibilidade de se tratar da infeção de Covid-19 pois, na altura, a diarreia não fazia parte da lista de sintomas do vírus.

Já no hospital, uma radiografia revelou pneumonia bilateral que, na ausência de um teste que o confirmasse, apontava para a infeção por Covid-19. 

“Sou mecânico de aviões na Iberia e um dia ligou-me um piloto de um voo proveniente de Milão devido a uma avaria e estive ali a trabalhar”, conta assumindo que poderá ter sido aí que foi infetado.

Juan entrou nos cuidados intensivos no dia seguinte a ter entrado no hospital. Uma semana depois já não estava infetado, porém a Covid-19 debilitou gravemente a saúde do espanhol. 

O mecânico teve então de ser intubado até recuperar a sua função respiratória. Esteve 55 dias em coma, passou por uma traqueotomia e teve insuficiência renal, danos cardíacos e quase morreu em três alturas diferentes, tendo os médicos conseguido mantê-lo vivo. 

Dois meses depois de acordar, o mecânico afirma ter sonhado com outra vida. “A minha esposa era diretora do hospital, eu era milionário e a minha filha tinha-se casado com um muçulmano”, relembra agora em entrevista ao jornal El País. 

Juan já regressou a casa e revelou ao El País, as duas coisas que mais quer fazer agora: descer a rua para “socializar” e “beber uma cerveja com os amigos”. 

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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