PEV preocupado com portugueses sem médico de família

Lisboa, 06 abr (Lusa) — O Conselho Nacional de “Os Verdes” considerou hoje que a recuperação no âmbito da saúde “ainda não é satisfatória”, depois de PSD e CDS terem passado pelo governo, lembrando que “ainda há muitos portugueses sem médico de família”.

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“Falámos [no Conselho Nacional] sobre a saúde e a recuperação no âmbito da saúde, depois da passagem do PSD e do CDS pelo governo, que não é ainda satisfatória visto que há ainda muitos portugueses sem terem médico de família”, disse à Lusa a conselheira nacional e membro da comissão executiva do PEV, Mariana Silva.

E prosseguiu: “Também ficamos preocupados ao olharmos para a competição entre Serviço Nacional de Saúde (SNS) e o serviço privado”.

“O serviço de saúde privado deveria ser um complemento daquilo que o SNS não consegue dar resposta. Mas o que temos assistido é a esta competição entre o SNS e o serviço privado, o que nos preocupa”, salientou a primeira candidata do PEV na lista da CDU às próximas eleições ao Parlamento Europeu.

Da análise da situação política, “Os Verdes” reafirmaram hoje “os avanços conseguidos na presente legislatura”, quer no plano social como no plano ambiental, realçando que “muito se deve à intervenção e persistência” do PEV.

No entanto, advertem para o facto de o Governo “começar a demorar” a assumir medidas que “deem respostas efetivas” aos problemas que “ainda subsistem”, nomeadamente no caso das listas de espera e no que respeita à falta de profissionais de saúde, que realçam: “Apesar de tudo se mantém de forma muito significativa”.

Quanto à Lei de Bases da Saúde, em discussão, o PEV exorta o Governo a “olhar para a esquerda” nesta proposta, pois afirma tratar-se da “única forma de colocar um fim na promiscuidade que está instalada entre o setor público e o setor privado”, que seja capaz de “inverter a tendência de décadas quanto ao subfinanciamento do SNS e que garanta a valorização dos profissionais de saúde”.

Mariana Silva referiu ainda que no Conselho Nacional se falou da recuperação do tempo de serviço dos professores e educadores, bem como dos outros trabalhadores da Administração Pública, nomeadamente da área da justiça, da defesa e da administração interna.

“Impõe a procura de uma solução que assegure a contagem integral do tempo de trabalho prestado, nos períodos em que a progressão na carreira esteve congelada”, disse a conselheira nacional.

Quanto aos docentes, cujo diploma do governo vai ser apreciado no Parlamento a 16 de abril, o PEV diz que se vai “empenhar e contribuir” para devolver aos professores aquilo que por direito lhes pertence, isto é, que “este tempo lhes deve ser devolvido”.

O Conselho Nacional abordou também a redução dos preços dos passes para o transporte público e reafirmam que têm de haver “mais e melhor transporte público e oferecer outras condições aos utentes”, para que se possa optar pelo transporte público e deixar o carro individual.

Sobre a barragem do Fridão, no Tâmega, o PVE afirma que o ministro do Ambiente reconhece que “ela não é necessária do ponto de vista energético” facto que reforça assim “a posição de Os Verdes”, que no início da legislatura negociaram a paragem da construção desta barragem.

“Os Verdes” dizem que o ministro “se alia à sua posição” e reafirmam que “não é necessário proceder a qualquer indemnização à EDP”, pois entendem que a empresa energética foi favorecida com a concessão da barragem do Tua.

Face à situação de seca moderada e severa que o País enfrenta e que está a ameaçar as produções agrícolas, mas também a colocar a nossa floresta ainda mais suscetível aos incêndios florestais, o PEV reclama do Governo medidas de fundo e preventivas que possam ser adaptadas a cada região e aos vários modos de produção, dando especial atenção à agricultura familiar e às produções autóctones.

Alerta também para o facto de ser necessário “colocar um travão” na expansão de produções super intensivas, que para além de “serem mais poluentes, consomem muito mais água”.

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