Pingo Doce quer entregar almoços e jantares em casa

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O projeto poderá arrancar a partir da cozinha de Odivelas, de onde saem 80% das refeições servidas diariamente do serviço de pronto a comer.

A Uber Eats, a Glovo e a Sendeat podem ganhar um novo concorrente em Portugal nos próximos meses. O Pingo Doce admite que está a olhar para o negócio da entrega de refeições em casa. Ao contrário dos concorrentes – que dependem de cafés e restaurantes parceiros -, a cadeia de supermercados conta com cozinhas próprias para confecionar os pratos, que depois são entregues nas lojas.

“Há hipótese de fazer essas entregas em casa com uma aplicação própria ou com uma já existente. Já estamos, por exemplo, no Mercadão. Há um grande crescimento da comida pronta a comer, e o futuro é a entrega ao domicílio”, adianta João Freitas, responsável do negócio de soluções de refeições do Pingo Doce, em entrevista ao Expresso publicada na sexta-feira.

O projeto poderá arrancar a partir da cozinha de Odivelas, de onde saem 80% das refeições servidas diariamente do serviço de pronto a comer. O início das entregas ao domicílio depende dos ajustes feitos nessa cozinha. “Só vamos dar esse passo quando tivermos capacidade para dar resposta às entregas em casa”, acrescenta o mesmo responsável.

Os ajustes poderão começar já em 2018. Em dezembro de 2017, em entrevista ao Dinheiro Vivo, João Freitas falou nos planos para duplicar a capacidade de produção desta unidade de negócio – que tem atualmente três cozinhas centrais em Gaia, Aveiro e Odivelas, onde trabalham 250 pessoas – nos próximos dez anos. “Temos de arrancar com o aumento da capacidade de produção no próximo ano [2018]. Temos de nos dotar de capacidade antes que esgote”, adiantou o responsável.

Mudanças de hábitos de consumo, mas também a aposta da cadeia nesta área de negócio ajudam a explicar este crescimento. Nas lojas, à medida que são abertas ou são remodeladas, a área de take away ganha expressão, por exemplo. Mas não só.

A cadeia lançou igualmente, nas cem lojas da Grande Lisboa – que “consome quase metade do que é o negócio da comida pronta” -, um serviço de encomendas ao longo de todo o ano: com 48 horas de antecedência, o cliente pode encomendar um menu e levantar em loja. E estão a dar os primeiros passos no canal Horeca (hotéis, restaurantes e cafés), através do Recheio, o cash & carry do grupo.

“Estamos a desenvolver mais projetos de parceria com a área grossista do grupo, com o fornecimento de sopa, comida e sobremesas. Achamos que há um potencial muito grande para esse negócio se desenvolver no canal Horeca”, disse o responsável deste departamento na mesma entrevista ao Dinheiro Vivo.

A parceria com o Mercadão

A Jerónimo Martins, atenta aos novos hábitos de consumo, associou-se ao Mercadão, uma espécie de Uber aplicado ao retalho, só que em vez de um condutor que o leva a casa tem um personal shopper que recebe a sua encomenda e leva as suas compras até casa. O Mercadão já faz entregas em certas zonas de Lisboa, Sintra, Porto e Matosinhos.

Até ao final do mês deverão estender a zonas como Amadora, Sacavém e Miraflores, e “até ao final do ano, queremos estar nas capitais de distrito e no Algarve”, adiantou na semana passado, ao Dinheiro Vivo, o diretor de operações Elísio Santos que, com Ricardo Monteiro (diretor comercial), Gonçalo Soares da Costa (diretor-geral) e António Alves Martins, é um dos quatro sócios da Fonte Online, a dona deste marketplace com retalho alimentar, mas não só.

Este artigo foi publicado originalmente no Dinheiro Vivo

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