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PJ detém em flagrante homem suspeito de branquear 3,7 ME em bancos nacionais

Lisboa, 09 jun 2020 (Lusa) – Um homem foi detido nas instalações de um banco em Lisboa pela prática dos crimes de falsificação de documentos e branqueamento de capitais, no valor de 3,7 milhões de euros, informou hoje a Polícia Judiciária.

Segundo um comunicado da Polícia Judiciária (PJ), a detenção em flagrante delito do homem, de 71 anos, resultou da colaboração com as autoridades policiais de França e Israel.

De acordo com a PJ, o homem integrava uma organização criminosa internacional que utilizava o sistema bancário português para branquear elevadas somas, obtidas ilicitamente, através de burlas de natureza informática, em países estrangeiros.

“A detenção ocorreu nas instalações de um banco, em Lisboa, quando o arguido procurava fazer um levantamento em numerário, referente a uma conta bancária, de uma empresa, da qual se apresentava como gerente”, indicou a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da PJ no mesmo comunicado.

O detido, cuja nacionalidade não foi revelada pela PJ, recorreu a três passaportes falsificados (originais furtados ou extraviados com substituição da página referente aos dados de identificação do titular), abriu três empresas em Portugal, entre novembro de 2019 e março deste ano, ao que se seguiu a abertura de várias contas bancárias de empresa, em diversos bancos nacionais.

Após a abertura das contas – explica a PJ – as mesmas começaram a ser creditadas com dezenas de transferências todas de origem internacional (o que permite indiciar que esta organização apenas usaria Portugal para fins de branqueamento) seguidas de múltiplas transferências internacionais com o objetivo de dissimular a origem dos fundos. Estima-se que os valores creditados nestas contas ascendam a 3.700.000,00 euros.

Interrogado pelas autoridades judiciárias, foi-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva.

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