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Plano 2020/2030: Costa Silva recomenda aposta na qualificação dos portugueses

Lisboa, 10 jul 2020 (Lusa) — Portugal deve continuar a apostar no reforço das qualificações e competências dos portugueses, desde os jovens à formação contínua dos adultos menos qualificados, recomenda o consultor António Costa Silva no seu plano de recuperação económica.

Na versão preliminar do plano de recuperação económica 2020-2030 coordenado por Costa Silva, a que a agência Lusa teve acesso, o consultor do primeiro-ministro destaca a importância da qualificação dos recursos humanos portugueses no desenvolvimento e transformação económica, ambiental e social.

“Importa continuar a apostar no reforço das qualificações e das competências dos recursos humanos nacionais, contribuindo para a sua empregabilidade”, defende.

Entre as propostas apresentadas para a área da qualificação, consta a criação de condições para aumentar o número de jovens que frequentam, com sucesso, o ensino superior e a promoção da formação avançada em todas as áreas do conhecimento.

Recordando as conclusões do Relatório 2020 do Semestre Europeu, que aponta para a permanência de problemas como o elevado nível de reprovações e taxas significativas de abandono escolar, o consultor do executivo defende que este deve ser também um dos principais eixos de intervenção e propõe que a qualificação dos jovens seja alinhada com as novas especializações económicas, em particular no que respeita às competências digitais, e à sua inserção profissional.

O documento, intitulado “Visão Estratégica para o plano de recuperação económica e social de Portugal 2020-2030”, alerta também para a necessidade de assegurar a requalificação da população em idade ativa.

“Um dos défices mais estruturais do país, que o mantém afastado dos padrões europeus e que compromete os níveis de produtividade e crescimento económico reside precisamente nas baixas qualificações”, justifica.

É neste sentido que Costa e Silva sugere a promoção da formação contínua e da aprendizagem ao longo da vida, “incluindo a reconversão de competências dos ativos menos qualificados, facilitando a sua inserção no mercado de trabalho”.

Para aqueles já inseridos no mercado de trabalho, em particular, dos setores e territórios que possam ser mais afetados pela transformação da economia e pela transição energética, o documento recomenda a requalificação desses trabalhadores, no âmbito do Plano para a Transição Justa.

No início de junho, o Governo confirmou que António Costa e Silva tinha sido convidado para coordenar a preparação do programa de recuperação económica e que este tinha aceitado esse convite “como contributo cívico e ‘pro bono'”.

Segundo o Governo, o objetivo era que o trabalho preparatório estivesse concluído quando o Governo aprovasse o Orçamento Suplementar, altura em que o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, assumiria a “direção da elaboração do programa de recuperação”.

 

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