PM admite que pode ter havido excessos das autoridades a evacuar zonas afetadas pelo incêndio de Monchique

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Monchique, Faro, 10 ago (Lusa) — O primeiro-ministro, António Costa, reconheceu hoje que pode ter havido excessos das autoridades a evacuar zonas afetadas pelo incêndio de Monchique, mas reiterou a importância de o fogo ter sido dominado sem vítimas mortais.

“Pode ter havido aqui ou ali algum exagero, poderá ter havido, se houver haverá com certeza meios para atuar, mas agora, globalmente, aquilo que é absolutamente essencial sublinhar é que, perante a gravidade do incêndio — e em que todos os jornalistas estiveram aqui a testemunhar e através de vós todos os portugueses puderam ver, com ‘n’ aldeias, povoações e casas ameaçadas — não ter havido perdas de qualquer vidas humanas é um bem que é absolutamente essencial”, afirmou António Costa à chegada à Câmara de Monchique.

O chefe do executivo falava aos jornalistas à chegada a Monchique e antes de se reunir com autarcas dos concelhos afetados pelo incêndio, que começou nesse concelho algarvio e alastrou depois a Silves e, em menor proporção, a Portimão.

O primeiro-ministro insistiu que a “prioridade das prioridades obviamente é a salvaguarda de um bem irreparável e inestimável que é a vida humana” e considerou que o facto de se ter “garantido que ninguém tenha morrido é absolutamente extraordinário e um resultado positivo”.

Questionado se o uso do termo “sucesso” pode ser empregado nesta situação de incêndio, quando arderam mais de 25.000 hectares e houve povoações ameaçadas e casas de primeira habitação destruídas, António Costa disse não querer “utilizar adjetivos” e afirmou que “na altura própria os balanços se farão e tudo será apurado no devido tempo”.

“Houve uma primeira fase que era essencial, que era conter e dominar o incêndio, agora assegurar que não há novos reacendimentos e não temos novos episódios nesta zona que já está devidamente dominada, e a prioridade é reconstruir, é isso que estamos a fazer”, acrescentou, referindo-se à reunião com os autarcas e outras entidades do Algarve para iniciar o balanço e começar a delinear a resposta que o Governo irá disponibilizar às autarquias e zonas afetadas.

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