Porto dos Gatos: Abriu um cat café no Bonfim

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Esta nova cafetaria tem refeições diárias, francesinhas, petiscos, doces e, claro, felinos. Os animais estão numa sala própria, com acesso ao pátio nas traseiras, e podem ser adotados.

Jaime foi adotado e devolvido, Fausto foi deixado num posto de abastecimento de combustível e Lúcifer é um de três irmãos que estavam na rua.

Estes e outros felinos com passados pouco felizes podem ser encontrados no Porto dos Gatos, o cat café e restaurante cem por cento vegetariano que acaba de abrir portas pela mão de Joana Rocha, Fátima Meireles e Débora Montez.

Sensibilizar as pessoas para o respeito pelos animais e incentivar a adoção e o vegetarianismo são os objetivos da casa, que atribui aos gatos uma sala própria, com ligação ao pátio das traseiras, onde podem apanhar sol e receber mimos das pessoas na esplanada.

Não se cobra pelo contacto com os bichanos, que estão disponíveis para adoção, mediante candidatura a analisar, explicam Joana Rocha e Fátima Meireles, respetivamente, presidente e vice-presidente de uma associação de defesa animal, a Vida de Gato.

A ideia de criar este espaço, onde antes esteve uma florista, começou a marinar há cerca de um ano e tornou-se um trabalho a tempo inteiro para Joana, que é arquiteta, e para Fátima, que era auxiliar de veterinária. São elas que cozinham, sem recorrer a quaisquer produtos de origem animal.

Desde os pratos do dia servidos ao almoço – como bifinhos de seitan com natas vegetais ou espetadas de tofu – até aos doces, incluindo os bombons que acompanham os cafés. Também há sumos naturais, chás e outras bebidas, além de brunch ao sábado.

Da ementa constam ainda petiscos, aliás, «gatiscos», hambúrgueres e outras propostas batizadas segundo a temática do cat café. É possível pedir «gatinhos da horta», «cogumelos à Bolhão Gato», tostas «Van Turco» ou francesinhas à «Europeu Comum».

As noites de sexta são, de resto, dedicadas às francesinhas veganas, sendo que, nas restantes, só se aceita jantares de grupo por marcação. As referências aos felinos estendem-se ao espaço e ao mobiliário, que foram personalizados pelas mulheres da casa com ajuda de familiares e amigos (alguns deles, artistas). O puxador da porta, desde logo, tem a forma de um gato.

Regras

Para acautelar o bem-estar dos animais, há regras a seguir, como não os fotografar com flash, não os acordar, não lhes pegar ao colo (se eles não forem para o colo) e não gritar.

Este artigo foi publicado originalmente na Evasões

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