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Portugal quer lançar concursos para material circulante mas ministro não avança datas

Matosinhos, Porto, 06 jul (Lusa) – O ministro das Infraestruturas e da Habitação disse hoje, sem adiantar datas, que Portugal está a trabalhar no lançamento de concursos para comprar material circulante para a ferrovia nacional, admitindo que a situação atual é “grave”.

“Estamos a fazer um grande trabalho de requalificação do que estava encostado, compramos estas [51 carruagens usadas à espanhola Renfe para apetrechar as linhas regionais e intercidades], mas não tenhamos ilusões. Portugal é um país com um parque ferroviário muito antigo e precisamos de lançar concurso para comprar material novo. Mas vai demorar”, disse Pedro Nuno Santos.

O governante, que falava em Guifões, concelho de Matosinhos, no parque oficial da CP – Comboios de Portugal, disse que a aposta em compra de material “é imprescindível”, não tendo adiantado datas.

“Daqui a alguns anos a situação agrava-se. Temos comboios com 70 anos a circular em Portugal na linha de Cascais, por exemplo”, referiu.

Pedro Nuno Santos respondia à pergunta sobre se Portugal está preparado, ao nível dos transportes, para a pressão que a pandemia da covid-19 está a criar progressivamente com mais pessoas a recorrer aos comboios e metropolitanos à medida que as medidas de desconfinamento vão sendo alargadas, tendo admitido que “a maior pressão está nos grandes centros urbanos, como Lisboa e do Porto”.

“A situação só ainda não é mais grave porque ainda temos uma grande percentagem de pessoas que não está a trabalhar ou porque está em ‘lay-off’ ou porque as escolas estão fechadas (…). Temos consciência de que os problemas que existiam antes da covid existem e serão intensificados, mas não tenhamos ilusões que este [material] não vai dar resposta e só temos duas soluções que têm de ser feitas em simultâneo. Investir na infraestrutura, nomeadamente na linha de Sintra, com duplicação entre Areeiro e Oriente. E compra de comboios novos”, sintetizou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 534 mil mortos, incluindo 1.620 em Portugal.

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