Portuguesa morta à facada na Bélgica deixa filha de nove anos

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A portuguesa Maria da Rocha foi encontrada morta, terça-feira de manhã, pelas autoridades belgas, no bar que explorava em Charleroi, com ferimentos de faca nas costas. O companheiro foi detido e suspeita-se que a filha de nove anos poderá ter visto a mãe a morrer.

O crime terá acontecido durante a noite de segunda para terça-feira, no bar Petite Taverne, na Rue Marchienne, num contexto ainda por esclarecer, mas que, a crer nos relatos dos vizinhos e amigos citados pela imprensa belga, poderá estar ligado a anos de violência doméstica, instabilidade financeira e alcoolismo.

Foi David Vens, o companheiro da mulher natural de Braga, quem chamou a polícia às 7.30 horas de terça-feira, anunciando a morte de Maria. Quando as autoridades chegaram ao local, a mulher encontrava-se no chão do restaurante, já sem vida e ensanguentada. Segundo o site DH.be, David teve tempo, ainda antes da chegada da polícia, para telefonar a uma amiga, para lhe entregar a filha de ambos, com nove anos.

“A Maria partiu. Fica com a pequena, que eu vou seguramente para prisão”, terá dito à mulher a quem confiou a criança. Ao mesmo site, esta amiga revela que a violência entre o casal “era quotidiana”. “Uma vez, ele esfaqueou-a e numa outra vez espetou-lhe um garfo no joelho”, explicou, garantindo que a portuguesa dormia muitas vezes em sua casa, para fugir ao companheiro.

O procurador do caso, Vincent Fiasse, não confirma estas acusações e garante apenas que a situação está a ser investigada, para se conseguir organizar uma cronologia da noite do crime. Segundo David disse aos investigadores, Maria dormiu na cama naquela noite, mas ele terá dormido num sofá e, quando acordou, já terá encontrado a mulher morta, apesar de o relato estar toldado por falhas de memória relacionadas com consumo de álcool.

Na confusão gerada pelo caso, a menina acabou por ficar num outro café do bairro e aí terá contado que viu a mãe com uma ferida nas costas, cerca da meia-noite e que tentou colocar-lhe um penso rápido na ferida, mas que ela estava a dormir. A menina ficou à guarda do serviço de proteção de menores.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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