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Presidente da República lamenta morte de antropólogo Rui Mateus Pereira

Lisboa, 21 mar 2020 (Lusa) — O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou hoje a morte do antropólogo Rui Mateus Pereira, considerando que exemplificou, em democracia, “os nexos entre o saber académico e a administração pública”.

O antropólogo Rui Mateus Pereira, ex-diretor do antigo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, especialista em história colonial, morreu na quinta-feira, aos 62 anos, anunciou na sexta-feira Instituto de História Contemporânea, da Universidade Nova de Lisboa.

Hoje, numa nota publicada na página da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa apresentou as suas condolências à família do antropólogo.

De acordo com o chefe de Estado, os trabalhos académicos de Rui Mateus Pereira, “não apenas informados mas sensíveis a paradoxos e ambiguidades”, – nomeadamente a sua tese de doutoramento — “foram reconhecidos por historiadores e cientistas sociais como decisivos para o estudo das relações entre o conhecimento antropológico e a administração colonial no Estado Novo”.

“Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e membro do Instituto de História Contemporânea, Rui Pereira escreveu igualmente sobre temas como os arquivos militares e os museus, e exerceu ainda cargos públicos no Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, na Direção Municipal de Cultura da Câmara Municipal de Lisboa e na Secretaria de Estado da Cultura, exemplificando, em democracia, os nexos entre o saber académico e a administração pública”, enalteceu Marcelo Rebelo de Sousa.

Nascido em 1957, Rui Mateus Pereira fazia parte do Instituto de História Contemporânea (IHC) desde 2013, nomeadamente do grupo de investigação Economia, Sociedade, Património e Inovação, tendo como áreas de trabalho a história da antropologia colonial, o colonialismo, estudos africanos e antropologia colonial, como indica esta estrutura da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, onde era professor.

Dirigiu o antigo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, do Ministério da Cultura, de 2001 a 2004, assumiu cargos de direção na Câmara de Lisboa, primeiro como diretor municipal de Cultura, entre 2004 e 2009, depois como diretor de Recursos Humanos, até 2011, seguindo-se a presidência do conselho diretivo do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (2012-2015).

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