Produção de eletricidade renovável poupa 265 ME em sete anos – APREN

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A Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) estimou hoje em 265 milhões de euros o benefício líquido entre 2010 e 2016 da produção renovável de eletricidade, o que se traduz numa poupança de quase 38 milhões de euros por ano.

De acordo com a análise sobre o ‘Efeito das Renováveis com Remuneração por Tarifa’, divulgado hoje na Conferência APREN 2017 – Eletricidade renovável, inovação e tendências, entre 2010 a 2016 o ganho económico proveniente deste efeito foi de 5,95 mil milhões de euros, valor que pode ser contrabalançado com o designado sobrecusto das renováveis que foi de 5,68 mil milhões de euros (dados da ERSE)”.

Em declarações à Lusa, o presidente da APREN, António Sá da Costa, realçou que o estudo agora divulgado, em parceria com a WHS – Wind Hydro & Sun Energy Services, mostra que “as renováveis não são caras, como se diz”, esperando uma definição de um prazo para as tarifas, não inferior a 15 anos, para as produtores poderem investir.

“Não precisamos de tarifas apoiadas para as novas centrais, porque somos competitivos. Temos preços mais baixos do que as centrais a gás, mas precisamos que nos deem um prazo”, declarou o responsável.

Com base em literatura científica internacional, a APREN desenvolveu uma análise sobre o ‘Efeito das Renováveis com Remuneração por Tarifa’ no preço de Mercado Grossista Português do Mercado Ibérico de Eletricidade [MIBEL], que demonstra “de forma clara que, desde que o MIBEL está em funcionamento, os benefícios são superiores ao valor do sobrecusto da remuneração garantida”.

É que “as renováveis com tarifa garantida têm permitido reduzir o valor médio da energia transacionada no mercado grossista de eletricidade da ordem dos 15 a 20 euros por megawatt/hora (MWh)”: “O valor de mercado quando a produção das renováveis é baixo ronda valores elevados na ordem dos 50 a 60 euros/MWh, baixando para 30 a 40 euros/MWh logo que a produção com base em eletricidade renovável volta a subir”.

Assim, no intervalo entre 2010 a 2016, a poupança atinge os 265 milhões de euros, o que se traduz em quase 38 milhões de euros por ano.

Adicionalmente, as renováveis ainda permitiram, no mesmo período 2010-2016, evitar a importação de combustíveis fósseis (5.260 milhões de euros) e pouparam 475 milhões de euros com as licenças de emissão de dióxido de carbono, refere.

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