Professores em burnout. Pelo menos quatro docentes morreram de exaustão nos últimos meses

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) quer ver investigada a estranha e repentina morte dos professores.

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, revelou que vai pedir ao Ministério Público (MP) para investigar as causas das mortes.

Eram três casos, mas logo depois do anúncio, chegou à Fenprof mais um caso: uma professora da Escola Básica e Secundária de Fajões (Oliveira de Azeméis) morreu recentemente enquanto corrigia testes de avaliação.

Outro é o de uma professora de Manteigas, que “em plena sala de aula, fulminantemente, caiu para o lado”. “Pode ser coincidência ou não, mas essa professora era titular de todas as turmas do 7º ao 12º anos de Inglês”, frisou Mário Nogueira.

No Fundão,”estava a corrigir 60 provas aferidas, a lançar as notas dos seus alunos e a fazer vigilâncias de exames. Aparece morta em cima do teclado do computador em pleno lançamento das notas”, acrescentou.

O último caso aconteceu em Odivelas, quando o professor “enviou por email, pela 1h00, dados pedidos pela escola. No outro dia não apareceu, a Medicina Legal concluiu que teria morrido por essa hora”.

Para o secretário-geral “quando as coincidências são muitas, podem de facto não ser coincidências, e nós temos de saber disso. Uma coisa é verdade: os professores estão exaustos”.

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