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05/02/2020 22:06

Prostitutas chinesas obrigadas a cobrar metade do preço por falta de clientes devido ao coronavírus

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O coronavírus está a deixar o mundo em alerta e, consequentemente, a provocar uma onda de discriminação dirigida aos chineses.

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Prostitutas chinesas na Nova Zelândia revelam agora, ao NZ Herald, um jornal neozelandês, que estão a sofrer as consequências do novo vírus da China. Segundo relataram ao jornal, estas trabalhadoras tiveram de baixar o preço que cobravam para metade e, mesmo assim, têm falta de clientes.

Devido à discriminação de que estão a ser alvo, muitas estão ainda a optar por mudar de nacionalidade nos anúncios e cariz sexual online.

Uma das trabalhadoras que fala ao jornal em anonimato afirma que apesar de ser uma cidadã da Nova Zelândia que não volta à China há oito anos, os clientes não querem pagar pelos seus serviços.

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“Não mencionei mais que sou chinesa e ofereço um grande desconto, mas os clientes evitam-nos como se fossemos o vírus”, disse a profissional do sexo.

Outra mulher, Lisa Lewis, trabalhadora sexual na Nova Zelândia, disse que também se tem prevenido e tem examinado clientes para detetar possíveis sintomas do vírus da China. Usa ainda desinfetante para as mãos e obriga os clientes a tomar banho à sua frente. Outra regra para se proteger é não beijar os clientes.

Lewis mostra-se ainda solidária com as colegas que estão a ser discriminadas.

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Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã
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