Proteção Civil confirma 31 mortos nos incêndios de domingo

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Os incêndios de domingo causaram pelo menos 31 mortos, segundo as últimas informações, ainda não confirmadas oficialmente.

Patrícia Gaspar, da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), disse, no “briefing” desta segunda-feira, que os incêndios de domingo causaram pelo menos 27 mortos e 51 feridos, destes 15 em estado grave. Número entretanto agravado para 31.

As 27 vítimas mortais confirmadas foram registadas nos distritos de Coimbra (10), Guarda (1) Castelo Branco (1) e Viseu (15). Os números são ainda provisórios, uma vez que todos os dados estão a ser validados pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

“Dados não são finais. Estamos ainda com vários incêndios em curso e não era sensato, para já, fechar o balanço”, acrescentou Patrícia Gaspar, explicando que as vítimas foram encontradas em casas, barracões e na via pública.

Identificadas, até ao momento, há 12 vítimas mortais. O presidente da Câmara de Vouzela, Rui Ladeira, confirmou a existência de quatro vítimas mortais no concelho, todas na localidade de Ventosa. Três das vítimas foram encontradas dentro das casas e uma na via pública. “Para já, são quatro mortos, mas ainda estamos a fazer a avaliação. Também continuamos com frentes de fogo ativas”, acrescentou.

Há ainda uma vítima mortal em Santa Comba Dão e outra em Arganil. Estes seis mortos acrescem às seis vítimas mortais confirmadas no domingo à noite: duas em Penacova, dois irmãos, que foram apanhados pelas chamas quando iriam verificar colmeias num barracão; uma na Sertã, outra em Oliveira do Hospital e uma outra em Nelas, uma pessoa que estava desaparecida.

A estas primeiras cinco vítimas mortais dos incêndios acresce a morte de uma grávida, de 19 anos, na A25, quando um carro entrou em contramão na via para fugir às chamas.

Em Tondela, várias dezenas de casas e algumas indústrias arderam, disse o presidente da Câmara. Segundo o presidente do Centro Hospitalar Tondela-Viseu disse, esta segunda-feira, que foi ativado o plano de contingência interno desta unidade, que “garante uma disponibilidade de meios acrescida” depois de terem ali chegado dezenas de feridos.

Em Mira, no distrito de Coimbra, dezenas de casas foram destruídas esta madrugada em Mira, distrito de Coimbra, no incêndio que começou no domingo em Quiaios, na Figueira da Foz. Segundo o presidente da Câmara, havia apenas 40 bombeiros no combate às chamas.

Quase seis mil homens estavam ao início da manhã no terreno a combater as chamas em todo o país, apoiados por cerca de 1800 veículos, após um fim-de-semana com seis mortos, casas ardidas e famílias realojadas.

Segundo os dados disponíveis pelas 7.30 horas na página da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), são 22 os incêndios mais importantes e o que mais meios mobiliza, com 659 bombeiros, é o que lavra desde o início da manhã de domingo na freguesia de Lousã e Vilarinho, na Lousã (Coimbra).

Este incêndio tem duas frentes, os homens no terreno estão apoiados por 192 veículos e o fogo obrigou a ativar os planos distrital de emergência de Coimbra e municipal da Lousã.

O incêndio começou ao início da tarde de domingo em Pataias e Martingança, em Alcobaça (Leiria) e alastrou a outros municípios, obrigando, por exemplo, a encerrar, esta segunda-feira, escolas em Vieira de Leiria, no concelho de Marinha Grande.

Este fogo, que ao início da manhã de segunda-feira estava a ser combatido por 350 bombeiros, apoiados por 104 veículos, obrigou a ativar o Plano Distrital de Emergência de Leiria e o Plano Municipal de Emergência de Alcobaça.

Também a preocupar os bombeiros são os incêndios do Sabugueiro, em Seia (Guarda), que lavra em quatro frentes e mobiliza 299 operacionais e 91 veículos, e o fogo que deflagrou no início da manhã de domingo em Macieira de Cambra, Vale de Cambra (Aveiro), que está a ser combatido por 295 bombeiros, apoiados por 94 veículos.

Também no domingo, a meio do dia, deflagrou o incêndio que lavra em duas frentes na freguesia de Ermida e Figueiredo, na Sertã (Castelo Branco) e está a ser combatido por 227 homens, apoiados por 73 veículos.

Com mais de uma centena de bombeiros no terreno cada, lavram ainda os incêndios de Sandomil, no concelho de Seia (Guarda), que tem quatro frentes ativas e obrigou ao corte da Estrada nacional 17, e o que começou na localidade de Merufe, Monção (Viana do Castelo), que tem duas frentes ativas e obrigou ao corte da Estrada Municipal entre Longos Vales para Merufe.

Também mobilizavam ao início da manhã mais de uma centena de bombeiros cada os fogos de Arganil (Coimbra), que obrigou a ativar o Plano Distrital de Emergência de Coimbra, o de São Mamede, na Batalha (Leiria), que deflagrou no domingo à noite, e o de Campia, em Vouzela (Viseu), ativo em três frentes, no qual foram encontradas, esta segunda-feira de manhã, três vítimas mortais.

Nas ocorrências importantes e com mais de uma centena de bombeiros no terreno estão os incêndio de Quiaios, na Figueira da Foz (Viseu), que levou as autoridades a ativarem tanto o Plano Distrital de Emergência de Coimbra como o Plano Municipal de Emergência De Mira, e o de Oiã, Oliveira do Bairro (Aveiro), com duas frentes ativas e que obrigou a ativar o Plano Distrital de Emergência de Aveiro.

O dia de domingo foi considerado pelas autoridades o pior em termos de incêndios, tendo deflagrado mais de 500 fogos em território nacional. Várias habitações arderam, diversas localidades foram evacuadas e há estradas que se mantêm cortadas ao trânsito.

O primeiro-ministro anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.

Este artigo foi publicado originalmente no Jornal de Notícias

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