“Foi provocado”, diz dona de cão que atacou mulher em restaurante

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Vanessa Ribeiro, dona do rotweiller que mordeu uma mulher no braço no restaurante “O João”, na praia setubalense de Galapos, diz que o cão foi provocado pelo companheiro da vítima com um guarda-chuva, no momento em que os dois forçaram a entrada no estabelecimento que estava encerrado para remodelações.

“Na sexta-feira, perante um aguaceiro, o casal entrou no restaurante, mesmo estando este com as portas encerradas”, refere Vanessa Ribeiro. No interior, encontrava-se o funcionário Mário Martins em cima dum escadote a realizar uma pequena reparação no teto e o rotweiller, de nome Alpha, que estava a brincar com umas bolas a um canto.

“O Alpha estava no interior do restaurante e como estava fechado não foi necessário colocar o açaimo”, diz Vanessa Ribeiro, que garante que cumpre a lei da utilização de meios de contenção para os cães de raça potencialmente perigosa na via pública, um açaimo e uma trela com comprimento inferior a um metro.

O funcionário Mário Martins conta que assim que o casal entrou pela porta, forçando-a, pressentiu que algo poderia correr mal uma vez que o cão estava solto e sem açaimo.

“Alertei o casal para sair do restaurante, mas não acataram a minha ordem”. O funcionário, que já trabalhou com raças potencialmente perigosas, saiu do escadote e não conseguiu evitar a aproximação do cão ao casal.

“A mulher retraiu-se e o cão estava a cheirá-la quando o homem tentou afastá-lo com um guarda-chuva, o que fez com que mordesse o braço dela”, conta Mário Martins.

O funcionário afastou de imediato o cão do casal e afirma que, mesmo estando a separá-los, o homem continuou a atiçar o Alpha com o guarda-chuva. De imediato apareceram a dona do cão, Vanessa Ribeiro, e a sua mãe e proprietária do restaurante, Manuela Ribeiro. A proprietária levou o cão para a rua e tratou o ferimento da vítima, isto enquanto o companheiro alertava o 112 para o ocorrido.

A Polícia Marítima chegou ao local pouco depois com os bombeiros e INEM que prestaram assistência à vítima e transportaram-na para o hospital. Durante a noite, a vítima apresentou queixa. O cão foi detido e levado pela própria dona e mãe para o canil municipal para observação esta segunda-feira, de onde foi libertado durante a manhã.

“Daqui por 15 dias vai ser observado novamente”, diz Vanessa Ribeiro, que ainda não foi chamada a prestar declarações no seguimento da queixa apresentada pela vítima.

“O Alpha tem um ano, tem microchip, todas as vacinas em dia e está inscrito na Lista de Origem Portuguesa no Clube Português de Canicultura”, frisa Vanessa Ribeiro, que o levou para o restaurante nesse dia por estar a chover e não poder estar no quintal, onde costuma estar.

Este artigo foi publicado originalmente no Jornal de Notícias

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