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14/03/2020 19:46

“Recurso aos avós não é indicado devido ao risco de contágio”, o apelo da diretora-geral da Saúde

A ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou hoje que o número de casos confirmados em Portugal de infeção pelo novo coronavírus se mantém nos 169, mas alertou que o país vai entrar “numa fase de crescimento exponencial da epidemia”.

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“Temos neste momento 169 casos confirmados no nosso país, maioritariamente concentrados na administração central regional de saúde do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo. Aquilo que hoje queremos transmitir é que entrámos (…) numa fase de crescimento exponencial da epidemia, alinhada naquilo que estão a enfrentar neste momento outros países europeus”, disse a ministra.

Marta Temido afirmou que “daqui por alguns dias” será possível ter reflexos das medidas que estão a ser implementadas em termos de restrição do contacto social, sublinhando que “para isso é muito importante que todos colaborem nessas medidas”.

“Estamos num momento de contenção e de apelo a que o isolamento social seja mantido e isso é mesmo uma prática que deve ser levada a sério”, frisou a ministra da Saúde, apelando ao “civismo” também dos espaços que têm de ser encerrados, lembrando que “há um quadro legal” para esse efeito.

Segundo Marta Temido, o ministério e as autoridades e profissionais de saúde estão a trabalhar no sentido de “redesenho daquilo que são os fluxos de tratamento”.

“Estamos a passar de uma fase de tratamento em hospitais de referência em que todos os casos são internados, ou maioritariamente, para uma fase que, com o aumento de número de casos, será passada para a fase de tratamento em casa, em ambulatório”, explicou Marta Temido.

Em caso de sintomas moderados, a pessoa será encaminhada para casa, enquanto quando os sintomas forem graves, para o hospital, acrescentou.

A ministra disse ainda que vai avançar-se para uma fase em que “todos os hospitais têm de receber doentes com Covid-19” e que os cuidados de saúde primários “vão apoiar no tratamento dos doentes”.

Esta nova fase deverá estar no terreno no início da próxima semana, disse a ministra.
“Sabemos que estamos na curva ascendente, não sabemos quanto tempo é que esse movimento ascendente vai durar, mas sabemos uma coisa, esse aumento depende do nosso comportamento”, sublinhou a ministra.

“Temos que proteger todos mas sobretudo quem está mais vulnerável. Os idosos são um grupo de risco, pedimos que reduzam as visitas aos lares, nesta fase. Esta fase exige sacrifícios a todos”, disse a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

“Para os pais, o recurso aos avós não é indicado porque podem contagiar os idosos, diz a diretora geral da Saúde”.

“Quem estiver doente, não vá trabalhar, fique em casa e contacte a Linha da Saúde 24”, sublinha Graça Freitas.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã
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