Restaurante lisboeta acusado de enganar clientes e cobrar preços exorbitantes

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Um almoço de marisco pode chegar perto dos 300 euros. Clientes reclamam que preços não são apresentados e depois são cobradas contas demasiado altas.

“Portugal no Prato” ou “Made in Correeiros”. Uma pesquisa pelas redes sociais ou por sites de avaliações e críticas de restaurantes, como o Zomato ou o TripAdvisor, onde as avaliações, com média mínima, são mais de 500, revelam rapidamente que o restaurante lisboeta que tanta polémica tem gerado nos últimos tempos é conhecido pelos dois nomes.

O estabelecimento é acusado de ter preços demasiado altos para os serviços e comida que apresenta, com várias pessoas a referirem que os pratos são, inclusivamente, sugeridos pelos funcionários, muitas vezes sem mostrarem os preços.

“Abordam na rua oferecendo comida a um preço razoável (entre 8 e 15 euros), loco colocam milhões de extras e oferecem pratos para comer entre amigos a preços absurdos (140 euros). Tive que negociar durante 15 minutos com o garçom para poder saber o preço real de tudo”, pode ler-se numa avaliação no TripAdvisor.

Várias fotografias que têm circulado pelas redes sociais mostram os preços praticados pelo restaurante. Nos recibos constam, por exemplo, 250 euros por uma “Mista de Marisco”, ou 140 euros por uma “Mista de Carne Especial”.

“Muito cuidado, eles agora usam outro nome ” Made in Correeiros “. Nome diferente o mesmo esquema, apresentam uma carta com preços com uma média de 15 euros e depois sugerem pratos que não estão na carta. No final este esquema pode render 250 euros por uma refeição vulgar. A evitar!! Onde andam as autoridades deste país?!”, lê-se numa outra crítica, no site Zomato.

Enquanto vários clientes se queixam da não apresentação de uma ementa, e logo dos preços, outras pessoas dizem que, ao ver o menu, “a maioria dos preços conta realmente na ementa” e que “não se percebe” como é que os clientes “caem na armadilha”. É possível ler em vários destes sítios que muitos dos clientes que se sentem enganados são turistas em Lisboa.

Um bacalhau com natas, 120 euros. Uma dourada com camarão, 140 euros. Uma mista de carne, 100 euros.Duas mistas de…

Posted by MC Somsen on Sunday, 30 July 2017

 
As queixas não são apenas de agora, apesar de a polémica em torno do restaurante ter ganho contornos maiores nos últimos dias, com o auxílio das redes sociais. É possível ler queixas com quatro e seis meses, incluindo a indicação da mudança de nome do restaurante, que tem páginas de críticas na internet quer como “Portugal no Prato”, quer como “Made in Correeiros”.

Clientes apresentaram queixas à DECO por “informações erradas”

Ana Sofia Ferreira, do gabinete de apoio ao consumidor da Deco (Associação de Defesa do Consumidor), confirmou ao DN que existem várias queixas relativas ao caso em questão, mas que remontam maioritariamente ao primeiro semestre de 2016.

“A DECO recebeu algumas denúncias e práticas relatadas pelos consumidores no primeiro semestre de 2016 e apresentámos queixa à ASAE em maio. As queixas que recebemos, nas quais se incluem algumas de turistas, relatavam práticas como, por exemplo, funcionários a angariar clientes nas ruas e a informar um preço médio para as refeições. Depois era apresentado um valor muito mais alto do que o que era suposto e as queixas têm a ver com o facto de os clientes terem recebido informações erradas”, explicou.

Ana Sofia Ferreira acrescenta ainda que, quer pelas queixas, quer pelo que é possível ver nas redes sociais e nos sites de avaliações, não se trata de um “mal entendido ou prática isolada”, podendo até deduzir-se de que se trata de uma prática “reiterada pelo estabelecimento”.

A queixa apresentada pela DECO na ASAE tinha como objetivo a verificação de todas as regras relativamente à apresentação dos preços, “se a lista está à entrada da porta e se os preços correspondem”.

“Sabemos que foi aberto processo, mas não temos conhecimento em que estado está”, explicou ainda, referindo que o facto de o tema ter surgido agora e, falando novamente nas avaliações que aparecem em sites e redes sociais, é provável que a prática continue.

Este artigo foi publicado originalmente no Diário de Notícias

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