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Rio diz que ausência de Costa na cerimónia oficial dos 70 anos da NATO é “afronta grave” às Forças Armadas

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Lisboa, 04 abr (Lusa) – O líder do PSD considerou hoje “uma afronta grave às Forças Armadas” a ausência do primeiro-ministro e de qualquer outro ministro na cerimónia oficial dos 70 anos da NATO, em Lisboa, que foi presidida pelo chefe de Estado.

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“Hoje, na cerimónia oficial dos 70 anos da NATO – à qual presidiu o Presidente da República – não esteve presente o primeiro-ministro, nem o ministro dos Negócios Estrangeiros, nem nenhum outro ministro, nem sequer o ministro da Defesa. É uma afronta grave às Forças Armadas”, escreveu Rui Rio na rede social Twitter.

A cerimónia comemorativa do 70.º aniversário da Organização do Tratado do Atlântico Norte decorreu esta tarde junto ao Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.

À mesma hora a que teve início a cerimónia, pelas 15:00, o primeiro-ministro, António Costa, estava na Assembleia da República, também em Lisboa, onde decorreu durante a tarde o debate quinzenal.

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, esteve hoje na Polónia, onde foi recebido pela sua homóloga, Mariusz Blaszczak, e visitou os cerca de 100 militares da Força Aérea que se encontram a cumprir missão na base de Malbork, incluindo F-16 e P-3C, no âmbito da contribuição de Portugal para o esforço coletivo da Aliança no quadro das medidas de tranquilização (Assurance Measures).

Também fora do país esteve o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

Augusto Santos Silva esteve a representar Portugal numa reunião de ministros de Negócios Estrangeiros da NATO, que decorreu em Washington, nos Estados Unidos da América.

O encontro, que foi presidido pelo secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, destinava-se a assinalar o 70.º aniversário da organização.

Em Lisboa, na cerimónia evocativa do 70º aniversário (1949-2019) da assinatura do Tratado do Atlântico Norte, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhou que desde que entrou para a NATO, em 1949, Portugal foi sempre um aliado “leal, dedicado e competente” e atualmente continua a ter os seus “valorosos militares prontos e eficazes” em diversos “palcos externos”.

Marcelo Rebelo de Sousa, que é também Comandante Supremo das Forças Armadas, considerou ainda que, de todas as alianças concebidas após a II Guerra Mundial, a Aliança Atlântica foi aquela que “resistiu mais e melhor”, pois “soube ajustar-se aos terrorismos sem Estado e com Estados de apoio, como se viu com o ISIS/Daesh”, e também enfrentar os novos desafios no leste europeu.

Na cerimónia, que contou com presença dos principais chefes militares e de representantes dos 29 países que integram a NATO esteve também a secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Santos Pinto.

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