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Rio diz que excedente orçamental é atingido à custa de uma “carga fiscal brutal”

Castelo Branco, 27 dez 2019 (Lusa) – O presidente e candidato à liderança do PSD, Rui Rio, afirmou hoje que o excedente orçamental “é positivo”, mas entende que o mesmo tem sido atingido “à custa de uma carga fiscal brutal”.

“Aquilo que interessa efetivamente é como vai fechar a 31 de dezembro. E a minha ideia é que o Orçamento do Estado de 2019 irá fechar a 31 de dezembro com 0,1% do PIB, portanto ligeiramente melhor do que aquilo que estava inscrito no próprio Orçamento do Estado (…). Penso obviamente que é positivo”, afirmou Rui Rio, em Castelo Branco, onde se deslocou para uma sessão de esclarecimento com militantes.

O Ministério das Finanças anunciou hoje que o excedente das administrações públicas atingiu 546 milhões de euros até novembro, em contabilidade pública, uma melhoria de 1.131 milhões de euros face ao mesmo período de 2018.

O presidente do PSD sublinhou que não vai criticar um Governo que, nesse aspeto, faz aquilo que qualquer um deve fazer.

“Coisa diferente é depois como é que é atingido esse saldo orçamental. Uma coisa é o saldo, mas depois [outra coisa é] como é que é atingido. E tem sido atingido à custa de uma carga fiscal brutal, um brutal aumento de impostos. Se o PSD foi criticado quando estava no Governo por ter feito um brutal aumento de impostos, o que é verdade é que depois desse brutal aumento de impostos o PS já fez não sei quantos mais aumentos de impostos sobre aquilo que era brutal”, sustentou.

Rio realçou que o país esteve mais de 40 anos com défices públicos que trouxeram a dívida pública para um patamar que considera “absolutamente brutal”.

Contudo, entende que esse excedente está a ser conseguido à custa de uma carga fiscal muito grande e, do lado da despesa, com uma degradação muito grande dos serviços públicos.

“Não é só o Serviço Nacional de Saúde, mas a muitos outros níveis também. Portanto, se o resultado aritmético no fim do saldo é positivo, a forma como lá se chega não é a melhor forma, porque traz às pessoas sofrimento que seria, em parte, de evitar para obter o mesmo resultado. Porque aí eu não transijo, as contas nacionais têm de efetivamente estar equilibradas”, concluiu.

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