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Saiba quem é Edi Barreiros, o rapper suspeito da morte de Mota Jr

CMTV

Foi detido esta terça-feira o Edi Barreiros, o suspeito da morte de Mota Jr, após regressar de Inglaterra num voo da Ryanair. 

Ao que o Correio da Manhã apurou, Edi é rapper, vive em Loures e tinha família em Manchester, e é nessa cidade inglesa que tem estado nos últimos tempos. 

Edi Barreiros ficou em Manchester durante mais de dois meses, mas a descoberta do corpo do rapper Mota Jr precipitou as coisas. O rapper fugiu para Londres após o homicidio onde ficou até viajar para o Porto, pensando, talvez, que seria menos notado do que se entrasse em Portugal pelo aeroporto de Lisboa.

Este homem é suspeito de ter participado no homicídio de Mota Jr num golpe para assaltar o rapper rival que era conhecido por exibir sinais exteriores de riqueza. Edi teve pelo menos mais dois cúmplices no crime. Ele e outro fugiram para Inglaterra depois de se desfazerem do corpo do músico.

O suspeito do homicídio entrou em Portugal pelas 11h50 oriundo de Londres, no Reino Unido.

A detenção de Edi Barreiros foi feita pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras do Porto no âmbito dos mandados de captura internacionais emitidos após o assassinato do músico e estrela do Youtube.

O suspeito foi entregue à Polícia Judiciária.

A caça ao homem após fuga para o estrangeiro

Após a descoberta do corpo do rapper e com a continuação da investigação, a Polícia Judiciária lançou uma autêntica caça ao homem em Inglaterra, onde dois dos três suspeitos do rapto e homicídio de Mota Jr chegaram a ser localizados.

Foram emitidos mandados de captura europeus, no âmbito da investigação liderada pela Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo da PJ.

Os dois suspeitos terão viajado para Inglaterra em plena quarentena após terem cometido o crime. Mota Jr foi sequestrado na madrugada de 15 de março – um domingo – e os atacantes saíram do País na semana seguinte. O móbil do crime, tal como o Correio da Manhã avançou em primeira mão, foi o roubo das joias e dinheiro do rapper, de 28 anos. 

O plano era roubá-lo e torturá-lo caso resistisse. O grupo voltou ao local do crime horas depois, numa altura em que a mãe e a irmã do cantor estavam a prestar depoimento na PJ. Tinham as suas chaves de casa e sabiam onde estavam guardados os bens. O assalto foi cirúrgico; a casa não foi virada do avesso. O sequestro terá sido planeado por um só indivíduo – alguém que Mota Jr conhecia. Este homem contactou depois outros dois para o ajudarem. O cabecilha do gang, referenciado por assaltos violentos, estará já identificado, mas saiu do País antes da declaração do estado de emergência.

A PJ conseguiu seguir o rasto do ouro roubado. Terá mesmo identificado os envolvidos na venda das joias. Entretanto, os resultados preliminares da autópsia ao corpo de David Mota apontam para uma morte violenta. Um espancamento terá sido a causa da morte do rapper. Foi agredido ao soco e ao pontapé. A quantidade de sangue que estava no local do crime fazia adivinhar que o cantor estaria, pelo menos, debilitado quando foi raptado. Poderia mesmo já estar morto.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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