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Saldo da dívida direta do Estado aumenta 0,5% para 260,6 mil ME

Lisboa, 23 jun 2020 (Lusa) — O saldo da dívida direta do Estado era de 260.569 milhões de euros em 31 de maio, tendo aumentado 0,5% face ao mês anterior, indicou hoje a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).

De acordo com o IGCP, aquele aumento ficou a dever-se à subida do saldo em obrigações do tesouro (dívida de médio e longo prazos) em 1.758 milhões de euros, para o qual contribuíram as emissões da OT 2,875% OUT2025 [com maturidade em outubro de 2025], no valor nominal de 887 milhões de euros, e da OT 0,475% OUT2030 [maturidade em outubro de 2030], com o valor nominal de 871 milhões de euros.

O saldo dos Bilhetes do Tesouro (BT, dívida de curto prazo) registou uma redução de 209 milhões de euros, apesar dos dois leilões de BT realizados, nos montantes de 905 milhões (na linha a seis meses [e com maturidade em 20 de novembro de 2020]) e de 1.245 milhões (na linha a 12 meses [e com maturidade em 21 de maio de 2021]).

Já os saldos dos Certificados de Aforro (CA) e dos Certificados do Tesouro (CT) registaram aumentos de 31 milhões de euros e de 78 milhões de euros, respetivamente, no período em análise.

“Por outro lado, o saldo de CEDIC [Certificados Especiais de Dívida Pública] diminuiu 231 milhões de euros e as contrapartidas das contas margem recebidas no âmbito de derivados financeiros decresceram 35 milhões de euros”, refere ainda a informação divulgada pelo IGCP.

O IGCP refere ainda que se registou um decréscimo do stock da dívida em 106 milhões de euros, o que se deve ao efeito “decorrente das flutuações cambiais da generalidade dos instrumentos de dívida denominados em moeda não euro avaliados ao câmbio do último dia de maio”.

Contando com os câmbios, e incorporando o seu efeito favorável da cobertura de derivados, correspondente ao valor nocional dos ‘swaps’ de cobertura de capital, de 653 milhões de euros em maio,” o valor total da dívida após cobertura cambial situou-se em 259.916 milhões de euros, um aumento de 0,5% face ao mês precedente”.

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