Sara Sampaio: “Devia ser ok não querer mudar de roupa à frente de quem não conheço, mas se peço um sítio recatado dizem que sou diva”

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‘top model’ portuguesa Sara Sampaio instou esta quinta-feira, na Web Summit em Lisboa, os modelos a denunciarem situações de abuso, salientando o poder que as redes sociais deram a estes profissionais e assumindo ter passado por situações desconfortáveis.

“Estás publicamente a denunciar alguém e é algo que a indústria [da moda] precisa, que se denuncie e se responsabilize as pessoas pelas suas ações”, afirmou esta quinta-feira Sara Sampaio, no espaço Modum da cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo, que decorre no Parque das Nações.

Sara Sampaio defendeu a necessidade de “responsabilizar as pessoas pelas suas ações e não fingir que não aconteceu”, fazendo referência ao caso do fotógrafo norte-americano Terry Richardson. “Toda a gente sabe que acontece e ninguém faz nada, toda a gente sabia do Terry Richardson e ninguém fez nada e agora usam-no como bode expiatório, é uma grande hipocrisia”, acusou.

Ao longo dos anos tem havido rumores sobre o comportamento de Terry Richardson em sessões fotográficas, tendo recentemente algumas publicações e empresas de moda anunciado que iriam deixar de trabalhar com ele, pouco tempo depois de várias atrizes terem denunciado terem sido abusadas sexualmente pelo produtor norte-americano Harvey Weinstein.

Além de caber aos manequins denunciar os abusos, Sara Sampaio considera que há mais envolvidos que podem ajudar a parar as situações, caso das agências de modelos, “que não deviam enviar modelos para sessões com um fotógrafo que se sabe que é abusador”, e as revistas, “que não deviam trabalhar com ele”.

“Sabiam que era assim e trabalhavam com ele [Terry Richardson] e enviavam miúdas para trabalhar com ele”, disse.

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