Sem-abrigo que lhe pediu cigarro era irmão desaparecido há 28 anos

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Roy Aspinall, ex-militar inglês de 36 anos, foi à missa em Wigan, Manchester, no Reino Unido e, à saída, um sem-abrigo pediu-lhe um cigarro. O destino fez uma das suas: o homem que lhe pedia um cigarro era o seu irmão, Billy, de quem Roy não sabia o paradeiro há 28 anos.

“Continuei a andar pelos terrenos da igreja depois de ele me abordar. Mas havia qualquer coisa estranha que sentia. Ia apanhar o autocarro de volta para casa e vi-o sentado num muro. Reconheci-lhe o rosto, mas não sabia de onde.

O instinto dizia-me que tinha de saber quem ele era. Percebi que era sem-abrigo porque tinha um saco-cama no chão e uma pequena mochila com ele”, recorda Roy sobre o dia fatídico, dia 12 de novembro.

O ex-militar resolveu aproximar-se e meter conversa com o ‘desconhecido’. “Eventualmente perguntei-lhe se o nome dele não era William. Ele respondeu-me que sim, mas que toda a gente lhe chamava Billy”, explica Roy. Imediatamente as emoções tomaram conta do homem.

Entre lágrimas e soluços os dois perceberam que eram irmãos, separados há 28 anos. “Nem conseguia falar de jeito, só me corriam as lágrimas quando percebi o porquê de o reconhecer. Disse-lhe logo para agarras as coisas para vir comigo para casa”, conta Roy Aspinall.

Roy e Billy eram filhos de Lorraine White, mãe solteira. Devido a guerras familiares, Roy acabou por ficar a cargo da tia, que o levou para longe, enquanto Billy, que tinha poucos meses aquando da separação, foi criado pela mãe.
Lorraine morreu quando Billy tinha 10 anos e este passou o resto da vida adulta num lar de acolhimento.

Sem família e sem apoios, grande parte da vida de Billy foi passada nas ruas, incluindo os oito meses antes de reencontrar o irmão. Roy, que tem seis filhos e vive com a mulher, acolheu o irmão desaparecido em sua casa e já lhe arranjou trabalho numa empresa de gestão logística.

Os dois irmãos estão radiantes e têm descoberto várias semelhanças de comportamento, apesar de não terem crescido juntos.

“São tantas as coisas que temos em comum. Assim que o levei para casa perguntei-lhe se queria tomar alguma coisa e ele disse que a sua bebida preferida era café com um pouco de leite e duas colheres de açúcar. Que é precisamente a minha bebida favorita!”, conta Roy.

Billy sabia que tinha um irmão mais velho, mas a mãe nunca lhe tinha contado nada sobre o passado e não lhe deixou quaisquer pistas que o inglês pudesse seguir para encontrar a família.

“A minha vida mudou quando pedi aquele cigarro e o Roy veio ter comigo. Ele olha por mim, cuida de mim, como um irmão mais velho, como nunca ninguém tratou de mim. Estamos sempre a falar um com o outro e agora temos o resto das nossas vidas para nos conhecermos e para nunca mais estarmos separados”, conclui em lágrimas Billy.

Este artigo foi publicado originalmente no Correio da Manhã

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