Tapada de Mafra, património da UNESCO, com portas fechadas

O portão da Tapada Nacional de Mafra esteve fechado esta quarta-feira, devido à greve dos trabalhadores.

Os funcionários pedem a demissão da diretora Paula Simões, acusando-a de má gestão e assédio moral.

A acusação já levou a Autoridade para as Condições do Trabalho a abrir um processo contra a diretora.

“O objetivo primeiro desta greve e desta concentração é darmos sinal de que é muito importante que seja mudada esta direção pelos danos que tem causado aos trabalhadores e à tapada. Isto não é nenhuma cruzada pessoal, mas é um conjunto muito grande de factos que evidenciam que a senhora não tem condições para ficar.”, afirmou Marco Santos, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do sul e regiões autónomas.

O objetivo de fechar os portões da Tapada foi cumprido.

“Os trabalhadores estão aqui concentrados. Também já cá estão alguns dirigentes sindicais aqui da zona de Mafra e veio também um grupo de dirigentes do sindicato e cá estamos concentrados no portão do codeçal. A tapada está fechada que era um dos objetivos.”, cita a TSF.

O sindicato denunciou as “más práticas” que têm vindo a ser tomadas pela atual direção. Em nota à comunicação social, o sindicato dá o exemplo do “corte de sobreiros vivos” ou a “falta de manutenção dos caminhos [que] já impediu a passagem de ambulância dos bombeiros para prestação de socorro a vítima”.

Este é já um longo processo. A Autoridade para as Condições no Trabalho, sete meses depois do inquérito ter terminado e de dar razão à queixa dos trabalhadores, a tutela diz que aguarda conclusão do processo para se pronunciar.

A Tapada Nacional de Mafra, em conjunto com o Palácio, Convento e Jardim do Cerco, foi considerada, em julho deste ano, como Património Cultural Mundial da UNESCO.

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