Torres Vedras com 13ME para incentivar transportes amigos do ambiente até 2022

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A Câmara de Torres Vedras aprovou hoje o Plano de Mobilidade até 2027, com um investimento de 13 milhões de euros até 2022 para incentivar o uso de transportes públicos e amigos do ambiente em detrimento do automóvel particular.

Aprovado por unanimidade pelo executivo municipal, em reunião à porta fechada, o Plano de Mobilidade, a que a agência Lusa teve acesso, prevê um investimento de 13 milhões de euros até 2022.

Um dos principais objetivos passa por desincentivar o uso do automóvel particular, reduzir o ruído e as emissões de dióxido de carbono até 2027.

O município compromete-se a implementar medidas que promovam a circulação pedonal e de bicicleta, como o aumento da rede pedonal e ciclável do concelho e da oferta de bicicletas partilhadas, a criação de parques para bicicletas ou a possibilidade e transportar bicicletas nos transportes públicos.

Por outro lado, incentiva ao uso de transportes públicos rodoviários e ferroviários e, para tal, pretende melhorar a oferta do que existe, consolidar a existência de zonas de interface entre vários tipos de transportes e garantir a acessibilidade para todos a paragens e interfaces.

Entre as medidas, estão ainda a redução da velocidade no centro da cidade para 30 quilómetros/hora, a contenção da expansão da rede viária, a redução do estacionamento nas ruas encaminhando os automóveis para parques e o fim da gratuitidade nos parques de estacionamento centrais, a existência de estacionamento para bicicletas, a criação de pontos de carregamento e lugares de estacionamento para veículos elétricos e o incentivo à criação de planos de mobilidade em empresas e escolas.

Para que os cidadãos possam usar menos o automóvel particular e adiram aos modos de transportes amigos do ambiente, o município quer também controlar a dispersão e consolidar a ocupação urbana existente, na futura revisão do Plano Diretor Municipal.

De acordo com o diagnóstico do plano, em 2014 existiam 42 mil automóveis no concelho, que aumentaram 17% face a 2006, e, em 2011, o principal modo de transporte utilizado para a população se deslocar foi o automóvel, motivo pelo qual aumentaram o tempo gasto nas deslocações e o congestionamento da rede viária.

Entre 2001 e 2013, o consumo de combustível manteve-se nas 50 toneladas, superior a outros concelhos da região, apesar de ter havido um decréscimo entre 2009 e 2010, motivado pela crise e pelo aumento do preço do petróleo.

A população do concelho a trabalhar ou a estudar fora do concelho passou dos 16% em 2001 para os 19% em 2011. A que trabalha ou estuda fora da freguesia em que reside passou de 33 para 38%, enquanto diminuiu de 51 para 43% a população que trabalha ou estuda na freguesia onde reside.

A nível de sinistralidade rodoviária, apesar da redução do número de acidentes (211 em vez de 298), de feridos leves (-20%) e de feridos graves (-46%), o número de vítimas mortais aumentou de sete para nove.

Metade dos acidentes ocorreu nas estradas nacionais EN9 e EN247.

Os dados da sinistralidade são outro dos indicadores que levam a autarquia não só a promover o uso de outros transportes em detrimento do automóvel, mas também a anunciar um investimento de três milhões de euros até 2020 para a manutenção da rede viária do concelho.

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