Tribunal rejeita pedido de libertação do amante de Rosa Grilo

O pedido da defesa de António Joaquim, amante de Rosa Grilo, para a sua libertação foi recusado pela juiza do Tribunal de Loures.

O amante de Rosa Grilo e suspeito do homicídio do triatleta Luís Grilo pediu ao tribunal para ser libertado, após uma análise ao projétil recuperado do crânio da vítima ter levado a defesa a garantir que o disparo fatal não foi feito com a sua arma.

O CM sabe que o tribunal considerou que a proximidade do julgamento faz com que a questão deva ser discutida só nessa fase.

“A arma apreendida ao arguido não é objetivamente a arma do crime”, podia ler-se no requerimento. Está em causa uma das impressões digitais do projétil: as estrias deixadas pelo cano da arma. As existentes na bala que matou Luís Grilo são diferentes das deixadas nas munições disparadas em laboratório a partir da arma de António, funcionário judicial.

“Já depois do despacho que designou a data do julgamento [começa a 10 de setembro] foi ordenado ao Laboratório de Polícia Científica da PJ que fossem remetidos aos autos as fotografias 360 graus dos projéteis experimentais (…) Resulta inequivocamente demonstrado que a base do projétil extraído do crânio da vítima está intacta. (…) Consequentemente o projétil teria de ter, obrigatoriamente, seis estrias em vez de cinco”, requer o advogado Ricardo Serrano Vieira.

Face à rejeição deste pedido, António Joaquim continua em prisão preventiva na cadeia anexa às instalações da Polícia Judiciária.

Publicado originalmente em: Correio da Manhã

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