Tripulação da Ryanair pressionada para vender mais raspadinhas e perfumes

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A tripulação da Ryanair está a ser pressionada para vender mais raspadinhas e perfumes. Caso isso não aconteça, poderão enfrentar processos disciplinares ou estarem sujeitos a mudanças de horário forçados.

A informação consta de cartas enviadas a tripulantes por empresas de recrutamento que trabalham para a companhia aérea irlandesa.

As cartas destacam uma lista de 10 produtos, como bebidas, roupas, cosméticos e raspadinhas, com percentagens de venda por cada membro da tripulação e que não foram vendidas em quantidade suficiente, noticia esta quinta-feira o The Guardian.

A tripulação também é criticada por vender menos do que 50 euros por dia.

Apesar de a principal missão dos tripulantes de qualquer companhia aérea passar pela garantia de segurança dos passageiros a bordo, estes funcionários estão a ser criticados por “não fazerem bem o seu trabalho” de venda de produtos.

A companhia irlandesa já negou a existência de metas obrigatórias de vendas a bordo. Esta sexta-feira, a empresa enviou uma resposta oficial sobre esta notícia ao Dinheiro Vivo.

“Apesar de não podermos comentar detalhadamente a carta “WorkForce”, esta é clara no sentido de não estipular objetivos específicos que devam ser cumpridos.

Conforme indicado na carta, qualquer indivíduo que, de forma consistente, e mesmo sendo chamado à atenção, tem uma performance abaixo da média, está sujeito a ação disciplinar “caso não se verifiquem melhoras significativas e sustentadas”.

Esperamos que os nossos colaboradores com performance abaixo da média melhorem, e é-lhes dado tempo e formação para o poderem alcançar”, respondeu fonte oficial da companhia irlandesa.

A venda de comida, bebida e perfumes a bordo representa mais de um quarto (27%) das receitas anuais da Ryanair e poderá mesmo passar a representar 30% até ao final deste ano.

Não é a primeira vez que é noticiada a existência de limites mínimos de vendas a bordo.

Em agosto, terá sido divulgado um memorando interno que estabelecia a venda de, pelo menos, um perfume por dia; um menu ou uma refeição fresca e oito raspadinhas.

Este artigo foi publicado originalmente no Dinheiro Vivo

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